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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rótulos

Para quem, como eu, trabalha com bens de grande consumo, sabe a importância da embalagem, do rótulo e a expectativa que se tem sobre um determinado produto de uma determinada marca.
Vem isto a propósito de uma conversa que tive hoje e é quase uma sequência do último texto que aqui coloquei.
Tirando os meus amigos, que são pouco mais de meia dúzia, pouca gente sabe alguma coisa da minha vida que vá muito para além do banal. O que faço, em que cidade moro, ou outras trivialidades e não mais do que isso.
Acho curioso saber que sou hoje avaliado, fruto de novos relacionamentos, e que algumas pessoas que me conhecem da vida social da minha terra, não têm uma opinião formada sobre mim. Fico muito contente que assim seja, porque sempre fiz a minha vida de forma discreta e longe de lá, embora os meus amigos sejam maioritariamente de lá.
Pelo menos dois quintos da minha vida passeios fora de lá, pela necessidade de procurar oportunidades profissionais e por não me sentir capaz de evoluir num meio demasiado pequeno. Opções perfeitamente normais!
Percebo, no entanto, que aos olhos deles sou um "zé-ninguém"! Era coisa que já sabia, mas que hoje pude confirmar. Curiosamente, na minha terra as pessoas dividem-se em empresários e zés-ninguém! E é precisamente aos olhos dos zés-ninguém que eu sou um zé-ninguém!
Claro que sou, eu sei disso! Só não percebo porque é que alguém que não me conhece, à falta de melhor definição para mim, dá a entender que é isto que pensa? Quer dizer, é quase como eu dizer que o meu vizinho do lado, que na realidade nem conheço, é uma pessoa!
Mas será que se eu disser que não conheço a pessoa, tenho ainda assim, que a definir?
Adoramos rótulos, é o que é! Todos! Até eu, que me dei ao trabalho de escrever este texto para rotular uma pessoa que também mal conheço.
E adivinhem lá qual foi o rótulo que lhe dei?...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Turbilhão

O que poderá levar alguém a escrever um post a esta hora, acabado de chegar a casa, vindo de Lisboa, para onde se foi às oito e trinta da manhã?
No meu caso, a resposta é simples: apesar de um cansaço terrível, a falta de sono!
Nas últimas semanas tenho tido alguma dificuldade em dormir.
Há que reconhecê-lo: a minha saúde mental está longe dos melhores dias. O estado de ansiedade e a pressão que exerço sobre mim próprio, fruto do meu grau de exigência e da minha má gestão de expectativas têm-me afectado consideravelmente.
Hoje sou menos forte do que já fui. Hoje sou menos resistente do que já fui. Hoje sou mais vulnerável do que já fui.
Nada tem a ver com inseguranças como poderia este texto transmitir. Nada disso. Tem muito mais a ver com indefenições. Nunca soube viver muito bem no meio de indefinições e, acima de tudo sempre fui procurando escapes. Formas de redireccionar a minha atenção. Subterfúgios.
Quando todos os caminhos se parecem encerrar em si, tornando tudo mais redundante, a falta de discernimento e a falta de clareza no pensamento tornam tudo mais difícil.
Há dias assim, eu sei.
Mais uma vez a solução estará em mim. Terei que a procurar.
Seria mais fácil parar e definir um rumo. Desta vez vou adiando. Gostaria de, por uma vez, definir um rumo sem ter de parar.
Penso assim: o que é o pior que me pode acontecer? Sei lá! Interessa-me apenas saber o que é o melhor que me pode acontecer.
Todos temos limitações. Todos temos medos, receios, ansiedades, indefinições. Alguns deixam-se condicionar, outros preferem procurar motivações e agarrar-se a elas.
Devemos ir empurrando os limites. Quero dizer, devemos desafiar os nossos limites, tornarmo-nos mais fortes e criar novos limites. Cair é apenas o pior cenário, mas também é mau ter medo de cair, deixar de fazer as coisas por medo da queda.
Como diz a canção, há que penar p'ra aprender a viver/e a vida não é existir sem mais nada/a vida não é dia sim dia não/é feita em cada entrega alucinada...

Não sei se preceberam a ideia. É mais ou menos isto... ou então é algo completamente diferente, sei lá eu!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Janeiro

O primeiro mês de 2009 já passou.
Aconteceram coisas boas e a perspectiva de que outras estarão para vir também é animadora.
Também aconteceram coisas desagradáveis que alteraram em muito o que eu sentia, o que eu sinto e o que posso vir a sentir durante os próximos meses, quer a nível pessoal, quer profissional.
Confesso que me sinto bastante apreensivo e até mesmo assustado.
Para mim, ficou o mote dado. Vai ser um ano difícil e mais difícil será que fique ao nível de 2008. Nada que eu já não esperasse.
Pelo meio ficou a certeza do que sempre soube. Para mim, estar sozinho, mais do que uma opção pessoal, é uma imposição da minha forma de ser sobre a minha vontade de estar.
Sou capaz de virar o mundo de pernas para o ar para ver alguém feliz. Mas, no final de contas, depois de o fazer, volto ao meu lugar, ao meu espaço, à casa de partida. Não por defesa ou insatisfação. É, isso sim, porque o prazo de validade para o que de bom tenho para dar é curto. No fundo, só sei gostar em part-time. Quando alguém me tenta convencer que a tempo inteiro, de quem eu gosto mesmo é de mim, eu tento mostrar que não, mas parece que não sei ser suficientemente convincente ao ponto de fazer alguém acreditar.


domingo, 14 de dezembro de 2008

Pedimos desculpa pela interrupção, voltamos dentro de momentos...

Sento-me em frente ao computador já ligado. Abro o WMP e, no disco externo, escolho um album e clico no play.
Visito os habituais blogs e sites, e-mails e jornais. Dou uma vista de olhos rápida por tudo, sem grande atenção, mas que me permite ficar actualizado. E-mails importantes, nenhuns, e o ritmo de escrita nos blogs tem vindo a diminuir, salvo uma ou outra excepção.
Penso num ou noutro assunto sobre os quais pondero escrever. Nenhum tem interesse. Perco a vontade.
Há assuntos sobre os quais não escrevo porque não me pretendo expor - existem pessoas no mundo real que me conhecem e passam por cá - e existem assuntos sobre os quais entendo não dever falar por serem deprimentes, tristes ou de pouco interesse. Há, no entanto, um que desde ontem me tem feito pensar e que bem explorado daria um bom texto - não na forma, que não é essa a minha arte, mas pelo menos no conteúdo. Olho para a hora e percebo que perante a necessidade de me deitar cedo, não me resta senão adiar o assunto.
Adianto o assunto: a forma como as mulheres com quem me cruzo se mostram hoje frágeis e carentes de afecto, de tal forma que se predispõem a lançar-se na cama de alguém, não pelo prazer do sexo, mas pela segurança de amanhã acordarem e não estarem sozinhas, apesar de se manterem na solidão!
Parece-me um tema interessante para discussão...
Entretanto, deixo mais uma...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

E(u)goísta!

Uma relação a dois só faz sentido se o saldo entre o que a relação traz de positivo à nossa vida versus o que temos que abdicar for positivo.
Sempre achei que gostar não basta. Podemos gostar muito de uma pessoa, mas se o que temos de abdicar por essa pessoa é mais importante do que o que a relação nos trará, é melhor seguirmos caminhos diferentes. Mais tarde ou mais cedo vai correr mal. Mais tarde ou mais cedo vamos perceber que não somos felizes nessa relação.
Temos ainda que perceber quão egoistas somos para perceber se vale a pena começar uma relação. Se não queremos abdicar, se queremos uma independência total, se queremos escolher a quem damos e o que damos, se queremos procurar em total liberdade, talvez seja melhor não nos envolvermos em relações de compromisso. Se somos egoístas e queremos ser independentes e totalmente livres, mais vale assumi-lo.
Não há relações perfeitas, sabemos disso. Estar sozinho e ser independente também vai ter sempre o seu lado negativo, porque nunca vamos poder ter o que queremos da forma que queremos.
O equilíbrio... o equilíbrio entre uma relação a dois e a liberdade talvez não exista. Por isso, o melhor é escolhermos o que nos trará mais felicidade. Nunca ninguém deixará de ser egoísta se já o for, nem nunca ninguém se tornará um egoista puro se nunca o tiver sido.
Todos temos as nossas próprias características. Assumir-se como egoísta não pode ser criticável. Dançar Tango não tem que ser para todos...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Who put the weight on my shoulder

Quando atravessamos períodos mais negativos, devemos sempre procurar um caminho a seguir.
Saber encontrar aspectos positivos nas situações que nos acontecem ajuda a manter a cabeça erguida e o peito aberto.
Ir à luta é ir em busca do caminho a seguir. É preciso ser forte e saber dar a volta.
Para quase tudo existem várias opções a tomar. Às vezes é difícil escolher, no entanto, ficar parado não é solução.
Nunca é tudo mau e nem todas as soluções nos trazem resoluções positivas no imediato. Ter paciência é uma virtude - eu não sou suficientemente paciente - mas ser obstinado é uma boa alternativa - e isso eu sou. Aliás, ser obstinado pode ser uma boa característica dos impacientes (ou pouco pacientes).
Quando temos que carregar o piano sozinhos, poderemos, por vezes, fraquejar, mas não poderemos nunca cair, porque a orquestra depende de nós.
Por outro lado, quando queremos dançar tango, dependemos da companhia certa, ou da assertividade nos passos. Neste caso, a harmonia procura-se antes e não durante. Sermos capazes de fazer alguém acreditar que somos o par certo para o tango é um processo no qual nem sempre temos o controlo, no qual a paciência se torna mesmo necessária e a obstinação apenas um complemento.
Actualmente encontro-me na fase de carregar o piano e a busca pela solução positiva afigura-se mais difícil do que alguma vez imaginei. E tem sido duro.
Para já, sem solução à vista, recolho-me no meu casulo, guardando as minhas fragilidades apenas para mim.
E enquanto me sentir a fraquejar, vou procurando, com muita dificuldade, uma solução. Para já Valdispert é o primeiro passo... Mas o piano cá vai e a orquestra não pára.
Quanto ao tango... nunca fui muito bom na dança. Não me surpreende continuar a não ser.


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Hoje

Quando se dedica muito tempo a uma única coisa, começamos a esquecer que existe mundo lá fora. Um mundo onde há pessoas, onde há actividades, onde há coisas para descobrir.
Passamos a vida a fazer opções. Optamos em detrimento de. Para fazermos isto não fazemos aquilo, para estarmos com este, não estamos com aquele.
Quando dedicamos muito tempo a uma única coisa e ainda assim nos esforçamos por fazer muitas outras, passamos a vida a furar barreiras, as do tempo, as da distância, as da saudade, as da amizade, as de gostar de estar e querer estar, ou as de juntar peças de puzzles diferentes.
Muitas vezes, deixamos para trás quem mais gosta de nós, que muitas vezes coincidem com quem menos precisa de nós. Ironicamente, são essas as pessoas de quem mais precisamos, mas são as que sabemos que amanhã ainda vão lá estar, embora, por vezes, amanhã já lá não estejam. E é nessa altura que tomamos consciência que optamos mal...
Eu tento sempre estar com quem mais precisa de mim, com quem, nesse momento, mais valoriza a minha presença. Estas são as minhas prioridades.
Depois, escolho estar com quem chega de novo, com quem é mais recente, com quem, no momento, optotomou uma opção igual à minha.
Por fim, vem quem mais gosta de mim, quem mais falta me faz. Os que estão sempre lá, quando é preciso.
Tenho noção que estas minhas opções poderão não ser as melhores, mas só desta forma o meu mundo cresce. Só assim sou mais feliz. Mesmo que muitas vezes não pareça. Mesmo que falhar seja mais fácil...

domingo, 27 de julho de 2008

O que somos

Somos sempre o resultado do nosso passado, de onde estivemos, com quem estivemos e o que fizemos. Para os outros, os que estão à nossa volta, o nosso passado não interessa. Alguém gostar de mim ou eu gostar de alguém, é gostar da pessoa que somos no presente e assumir que o que somos é resultado do que fomos.
Todos os erros que cometi, todas as certezas que tive, todas as dúvidas que tive, todos os locais por onde passei, fazem de mim o que sou hoje.
O importante é gostarmos de nós próprios apesar de todo o nosso passado, e, se possível ter crescido e continuar a crescer no futuro. Ser melhor.
Sabemos que vamos mudar - faz parte da evolução - mas devemos sempre mantermo-nos fiéis àquilo em que acreditamos, indiferentes ao que passa à nossa volta, indiferentes às opiniões de quem é diferente de nós.
Devemos sempre assumir o que somos. Porque é mais importante acreditarmos em nós do que acreditar nos outros. E, por muito que tudo nos seja premitido, é sempre melhor seguirmos o nosso caminho.
Não somos todos iguais nem temos que ser. É nas diferenças que evoluimos.


sábado, 19 de julho de 2008

Deixar rolar

É sobre os aspectos da vida pessoal que escrevo hoje. Obviamente que as linhas que se seguem não se aplicariam em situações profissionais porque aí antecipo os problemas e condiciono os resultados pelo máximo controlo que puder ter sobre eles. Aí, nada acontece por acaso.
Dificilmente contrario o desenrolar dos acontecimentos - o destino, diriam outros. Eu não aplico o termo.
Nos últimos anos apenas por uma vez condicionei os acontecimentos a um único resultado possível e parece que fiz bem.
Tenho vindo a deixar as coisas rolarem ao ritmo que devem rolar. Sem condicionalismos. O que tiver que acontecer, acontecerá.
Os condicionalismos que impomos a nós próprios ou ás situações da nossa vida não são mais do que assumir que somos pequenos deuses capazes de fazer as coisas acontecerem ou não.
Aliás, mais depressa forço para que aconteçam do que para que se dissipem no tempo e morram. Não mato os momentos. Vivo-os. Por vezes os resultados são maus - é o preço a pagar pelos resultados bons. Mesmo nos maus, não me deixo ficar e tento ver apenas o que houve de bom.
Acredito nas coisas boas que nos acontecem como sendo o resultado da nossa capacidade de as construir. É evidente que é mais fácil destruir o que já foi construido, mas é bem melhor sentir e ter orgulho no que se constrói.
E por isso, não renego, nem condiciono. Deixo rolar. E se acreditar, não vale a pena dizerem que não vai ser assim. Porque eu não acredito em pequenos deuses.

Swing from high to deep

Num mesmo dia podemos passar por vários estados de espírito.
Hoje, apesar do imenso cansaço acumulado ao longo de vários dias sempre a deitar tarde e a levantar cedo, que culminaram numa noite de ontem em grande e, por isso, numa curtíssima noite de sono, o dia começou bem.
Depois, bem, depois foi sempre a descer. Ao final da tarde o cansaço e a paciência já tinham voado para longe de mim. Dizem que foram de fim-de-semana.
Foi pena. a falta de boa disposição e o cansaço que não consegui contrariar contribuiram para que o jantar fosse uma seca. Foi pena, repito. Deixou-me ainda mais irritado.
Porque no meio de tanta falta de tempo, a última coisa que se espera é que no dia em que finalmente consegui combinar um jantar na companhia da pessoa mais fantástica e entusiasmante que conheço - a única capaz de me dar na cabeça a cada vez que digo as coisas com certezas absolutas - o estado de espírito não só não se alterou, como o cansaço deixou-me quase inerte. Dizem que é do calor.
Agora vou domir porque amanhã é Sábado e, sendo assim, vou aproveitar este Sol fantástico para ir... trabalhar. Dizem que o gajo é estúpido.



(há desconhecidos que nos conseguem surpreender bem mais do que muitos outros conhecidos. Apesar de quase ter partido um dedo nos correios...)

domingo, 29 de junho de 2008

A lógica da frustração

Tenho o hábito - talvez defeito - de observar tudo o que se passa à minha volta. Seja no trabalho, seja num bar, ou, até, numa estação de serviço, tento observar tudo. Observo a disposição física do espaço, observo o comportamento individual e inter-relacional das pessoas, tentando criar uma lógica. Para mim, quase tudo tem uma lógica e, além disso, tenho uma boa memória fotográfica. É, aparentemente, uma inutilidade, isto que faço, mas muitas vezes ajuda-me a perceber o que vai à minha volta. Gosto de pensar que será, pelo menos, uma boa forma de exercitar na mente.
Quando, por exemplo, estou com alguém - vou usar como exemplo uma mulher - reparo no que veste, na postura, na fisionomia, ao ponto de reparar no sinal que tem num determinado local - por exemplo, no pescoço - ou no brilhante colado na unha do pé. Reparo em tudo.
Serve esta introdução para dizer que, às vezes, me sinto frustrado com o que vejo. Ainda ontem, num evento social, um amigo-conhecido meu levou uma amiga, supostamente namorada, que eu não conhecia. Conhecendo-o bem, nunca poderia acreditar que ele e ela poderiam formar um casal, nunca. Em que é que me baseio para tal afirmação? Porque o conheço. Se para mim, isso já seria suficiente, a partir do momento em que troquei algumas palavras, deixei de ter dúvidas, mesmo não tendo criado grande empatia com ela. Adiante.
Essa mesma lógica que procuro para tudo, é a lógica que vejo quando duas pessoas se cruzam na vida - refiro-me a relacionamentos. Não entendo as relações com base apenas na emoção. Gosto de alguém por algum (muitos) motivo(s) e esses motivos vão despertar em mim outras sensações - as emoções - que me farão estar mais sensível, mais disponível para o afecto, mais alegre, e até mais simpático. Portanto, se gosto pela razão, o que fizer, faço com emoção. Por isso, estranho quando alguém me diz que se arrependeu de estar com outrem quando teve mais que tempo de perceber se encontrava, com racionalidade, as qualidades/características que pretende ver na outra pessoa. Refiro-me a relacionamentos esporádicos, curtas-metragens!
Tenho conhecido nos últimos tempos, imensas pessoas. Poucas são as que têm relacionamentos "normais". Ainda não consegui encontrar uma lógica para isso. É suposto as pessoas serem felizes, mas para isso é preciso fazer alguns esforços e concessões. Não é isso que observo...
Talvez, por tudo isto, me sinta frustrado. Tem lógica, digam lá que não tem?

sábado, 31 de maio de 2008

Um texto sem sentido

De repente, dás-te no meio de uma cena tão marada, tão marada, que nem sabes para que lado te vais virar.
Se fosse possível juntar o melhor das partes para construir o todo... mas infelizmente não é possível...
Depois temos que escolher, temos que tomar decisões. Percebemos que as decisões emocionais continuam a ser piores do que as racionais. Mas o que está feito já não tem volta. Escolher objectos necessários ao bem estar do dia-a-dia tem que ser, acima de tudo, racional. Eu decidi de forma emocional.
Isto, comigo, passa-se todos os dias.
Às vezes não me entendo, mas continuo a gostar muito de mim. Egocêntrico? Penso que não. Apenas orgulhoso por, apesar de tudo, não adiar nada. Decidi, bem ou mal, decidi!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Nada em troca

Quando faço algo por alguém, não o faço à espera que me retribuam, nem cobro o que faço. Faço porque gosto da pessoa, ou porque entendo que determinada pessoa merece que o faça. E dá-me prazer fazê-lo. Dá-me prazer ajudar alguém a ser mais feliz, a ficar mais contente, a sentir-se um bocadinho melhor. Obviamente que não sou "o bom samaritano", não sou escuteiro, nem me ocupo a fazê-lo todos os dias.
Isto tudo até pode ser muito bonito, até pode ser muito bom, até pode fazer de mim melhor pessoa ou, ainda, por o afirmar aqui, criar uma imagem de mim de um tipo porreiro, que vive a vida feliz a fazer o bem. Nada disso. Não sou assim. Há muita gente que é até capaz de afirmar o contrário, tenho essa ideia!
Lembrei-me de escrever sobre este tema, mas não porque queira evidênciar algum gesto ou acção que tenha feito que comprove o que digo. Não. O que me faz escrever este texto é sentir, cada vez mais, que as pessoas dão cada vez menos valor á medida que fazemos mais e mais por elas. Ou seja, um gesto isolado tem muito valor, mas muito gestos repetidos no tempo têm menos valor. Pior ainda, quando esperamos que as pessoas, num determinado momento, façam algo por nós, não como troca, nem como forma de pagamento, mas apenas pelo prazer, aquele mesmo que sentiram quando fizemos algo por elas.
Nunca vou cobrar por o ter feito, mas é pouco provável que continue a fazer as coisas, da mesma forma, com o mesmo prazer, a uma pessoa que, quando eu precisei de ajuda, por mais complicado ou simples que tenha sido, não tenha mexido um único dedo.
Ao mesmo tempo, não me arrependo de ter feito o que quer que fosse para ver alguém melhor, mas não quer dizer que se a situação se repetir eu o volte a fazer.
E sabem o que é que me aborrece mais? É que como felizmente (Graças a Deus!!!) preciso tão poucas vezes, de tão pouca coisa, quando preciso noto bem as ajudas que aparecem. As voluntárias, claro. Se aparecem!
É também possível que eu esteja completamente errado!...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Vivo

Sexta-feira à noite, Batô. Nada de especial. Valeu pela companhia amiga.
Sábado, acordar "cedo" e rumar para Lisboa, na companhia dos amigos.
O concerto dos The Cure deixou-me rendido... e cansado. E aos amigos também.
Domingo. O dia começa na Caparica. Óptimo almoço light, com os amigos.
A tarde termina no estádio da Luz, com os amigos, claro está, a assistir àquela miséria. Mas sempre posso dizer que assisti ao jogo de despedida do treinador!
Regressar ao norte. Chegar a casa perto da uma da manhã. Deitar depois das duas.
Segunda-feira. Acordar com a chuva a bater na janela. Muito sono. Continuar cansado. Ir trabalhar.
Muito trânsito, muita chuva, muito vento. Muito cansado, custa trabalhar. Desespero.
Sair às seis da tarde, muito trânsito, regressar a casa e deitar no sofá a dormir.
Acordar, comer, actualizar o tasco e ir dormir. Não sem antes lembrar que começam dentro de momentos as comemorações do primeiro aniversário desta vida quase perfeita.
Por agora descansar. Não dá mais para resistir.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Coisas que não percebo

O cuidado que tenho com a higiene oral e o respeito pelos outros impede-me de comer alho e/ou cebola e não concebo que alguém o faça e depois se sinta capaz de socializar à vontade.
Mas que os há, há. Desculpem, mas não percebo...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Domingo à noite

Às vezes não me sinto preparado para muitas mudanças e é precisamente isso que me está a acontecer. Para já, diria que são apenas perspectivas de uma profunda mudança na minha vida profissional. A par disso, ocorreram já algumas mudanças, pequenas mas importantes, na minha vida pessoal.
Nas últimas semanas, o telefone tem sido o meio de comunicação que mais tenho utilizado. Recorro à família e aos amigos com mais insistência do que é habitual. As pequenas mudanças e a perspectiva de mudanças mais profundas são motivo mais que suficiente. Estou mais preocupado do que nunca, mas mais predisposto à mudança, apenas porque tenho encontrado na família e nos amigos o apoio e a atenção que me acalma, que me tranquiliza.
O fim-de-semana foi passado com os amigos, partilhando cultura e lazer, partilhando sorrisos, partilhando opiniões, partilhando os planos para mais momentos em conjunto.
A próxima semana de trabalho é de grande agitação. De amanhã até Quarta estarei no Funchal, Quinta, numa conferência no Porto e apenas na Sexta regresso ao escritório. Vai ser duro, porque terei que redobrar esforços para conseguir controlar o trabalho à distância, o dia-a-dia e tudo o resto que já faz parte de um constante acumular de inevitáveis atrasos e incumprimentos dos timmings.
Por isso, e porque preciso de compensar o esforço, já garanti que o próximo fim-de-semana será passado em casa de amigos, na praia, independentemente das condições climatéricas, na melhor das companhias - a dos amigos - na maior das tranquilidades.
«Se o Benfica não jogar, boy, está combinado!».

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Há tanta coisa

Há tanta coisa que eu gostava de fazer. Há, ainda mais, que já deixei por fazer.
Enquanto a vida corre, eu corro atrás dela e, quando a encontro, estou cansado e deixo-a fugir outra vez.
Assumi como prioritária a minha realização profissional. Ainda assumo, porque quero ser sempre melhor, quero sempre superar-me. Quero ser insubstituível (ainda que saiba que não os há). Acredito que tenho superado as expectativas - as minhas, as das minhas chefias, as da minha família, as dos meus amigos - acredito que o continuarei a fazer. Esta é minha satisfação pessoal, é isto que eu sei fazer. Já uma vez o disse aqui, não nasci com nenhum talento, nenhum dom, nem nenhuma vocação, pelo menos que se tenha revelado até agora. Nunca descobri nada que me realizasse, por isso estabeleci metas mais curtas, e, uma após a outra, as fui superando. Descobri que a minha realização passaria por projectos difíceis, dos que obrigam a dar tudo o que se tem, a reinventar os modelos, a quebrar barreiras.
Arrisco todos os dias, defendo as minhas opiniões e opções, enfrento as hierarquias sem medo.
Enquanto me foco na minha vida profissional, vou esquecendo que a vida deve ser vivida com equilíbrio. Mas eu sou tudo menos equilibrado. Em diferentes momentos consigo ser responsável e irresponsável, concentrado e distraído, excitado e apático, tenso e relaxado, rápido e lento, forte e fraco. Enquanto diambulo pelos meus extremos, vou-me mantendo equilibrado. À semana prendo-me ao meu lado mais sério, ao fim de semana liberto-me. Cinco dias compensados em dois. É este o meu maior desequilíbrio. E é por isso que racionalmente, reconheço que enquanto a vida corre, vai haver tanta coisa que deixarei de fazer, que deixarei de viver, que deixarei de sentir.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Para começar a semana

Assim de repente, antes de me deitar, lembrei-me de publicar isto. Pode ser que alguém me saiba responder.

Por que raio é que nos concertos de Heavy Metal o público, de uma forma geral, faz este gesto:


Não será seguramente por ser um gesto giro, porque não o é. Agora, porque é, não sei.

Alguém sabe?

Agora sim, boa semana para todos!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Só para partilhar

Um dia disseram-me "Ouve mais do que o que falas. Afinal, tens dois ouvidos e apenas uma boca."
Nem sempre é fácil cumprir com esta ideia. Hoje tive a sensação de que estava a falar mais do que o que era suposto. Lembrei-me deste conselho, mas já não dava para parar. Não podia deixar a explanação da minha ideia a meio. Levei-a até ao fim... e calei-me.
Falar muito aumenta exponencialmente o risco de nos afundarmos em disparates, em contra-sensos.
Nessas alturas, quando já sentimos que vamos perder o controlo da situação, o melhor é resumir a ideia mantendo o sentido e, em seguida, passar a bola. Basta uma pergunta aberta para regressamos ao controlo. Doutra forma, já nos espalhamos!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Raio de ideias as minhas...

Comprei Calippos para comer, mas não consigo abrir a boca o suficiente para os poder trincar.





Só a mim...

(O que vale é que Calippo cortado às rodelas já cabe!)