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domingo, 26 de outubro de 2008

A hora mudou


Mudei de ritmo. Acelerei mais.

Uma semana em Lisboa, por si só, já não seria a mesma coisa que uma semana de trabalho normal, no Porto. Penso que todos concordam. Estar em casa ou num Hotel não é a mesma coisa, não nos dá o mesmo conforto, até o poderia fazer, mas é muito muito impessoal. Não é o nosso espaço, não é só nosso. Nada é nosso.

Uma semana em Lisboa é ainda mais diferente quando se quer levar a cabo muitas ideias que se trazem, como ir jantar aqui, ir conhecer aquele espaço ali, estar com amigos ou, até, sair com colegas.

Na segunda, jantar no japonês das Twin Towers, ir ao hotel, enviar e-mails, sair com amigos para o bairro alto.

Na terça, ir para o hotel, enviar e-mails, ir jantar com amigos ao Luca, ir para o hotel ver e enviar e-mails.

Na quarta, reunião com um produtor no hotel, ir jantar ao Spazio Buondi, comer os maravilhosos pratos da D. Justa, ir ao Silk (mais uma vez em trabalho), ir para o hotel, enviar e-mails.

Na quinta, ir para o escritório, resolver vários assuntos, já atrasado, ir a Peniche, almoçar, reunir com cliente, regressar a Lisboa, ir ao hotel enviar e-mails, ir jantar à Trindade, ir ao bairro alto, ser abordado duas vezes para comprar coca (!), ir dormir.

Na sexta, almoço com um amigo para provar os vinhos dele, partida para Beja, jantar em Beja.

Hoje, regresso ao Porto, mas ainda com escala em Lisboa.

E o cansaço é mais do que muito, e o trabalho acumulado é mais do que muito, e os 180 e-mails por ver são mais do que muitos.

Amanhã, provavelmente não vou trabalhar de manhã. Pelo menos não vou cedo.

Não me queixo, não reclamo. É a vida que escolhi e que gosto de ter. Porque sou bom nisto o que faço, porque quero ser o melhor (e sou), e tenho, por vezes, opiniões contrárias às da administração, que levo para a frente, que discuto e que consigo fazer valer, porque estou cá, porque estou sempre disponível e porque não costumo falhar.

A família, os amigos, as amigas, os meus passatempos, tudo fica para trás, tudo fica em stand by... a menos que precisem mesmo de mim, vão ter que aguardar.

Ah! Com tudo isto já me esquecia!
Então a hora mudou? Mas alguém é a favor da hora de inverno? E se em vez de discutirem o casamento entre homossexuais, discutissem se vale a pena mudar a hora? Não seria mais importante para o bem estar de todos? Não seria mais profícuo para a economia do país? Acima de tudo, não seria também importante para os homossexuais que, assim, poderiam casar ao final da tarde, num qualquer Cartório, mas ainda à luz do dia? É que para os smokings pretos e para os vestidos brancos, a luz do dia é melhor que a sombra da noite. As fotos ficam melhores, com mais vida!!!
Pensem nisso e depois digam qualquer coisa. Telefonem, que eu atendo sempre toda a gente!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Nem sei o que diga

Lisboa é uma cidade que tem ainda mais valor quando se vem apenas de passagem, mas com dias suficientes.
Não gostaria de viver aqui. por vários motivos, os quais resumo a: trânsito, falta de estacionamento, muito chico-espertismo e muito (demasiado) consumismo.
Prefiro morar no Porto e vir cá de vez em quando.
Uma coisa é certa, há muitas mulheres bonitas. Naturalmente bonitas, à luz do dia.
Vou aumentar a minha regularidade de visitas.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Em resumo

Chegado de Lisboa, cansado, preparo-me para mais uma semana de trabalho.
Coisas boas, como o fim-de-semana, como o fim-de-semana em Lisboa, com os amigos retiram a vontade de iniciar mais uma semana. O que passou fica na memória e na cara fica o sorriso. Cá dentro, a vontade que o fim-de-semana nunca acabe ou, de uma forma mais racional, que volte depressa.

Apesar das constantes discussões sem nexo e que nunca têm fim, entre mim, o S. e o N. - numa constante competição para saber quem tem razão, quais putos no recreio da escola - estes fins-de-semana são cada vez mais de puro prazer, trazendo com eles a vontade de continuar.

Para além da diversão, tempo para um momento cultural.


Confesso que depois do que vi, como sempre, levanta-se em mim a dúvida de se tudo o que vejo é arte ou apenas e só uma fraude, um insulto ou uma boa forma de gozar com o público. É que, se há coisas que não se entende, algumas "obras de arte" não só não se entendem, como não fazem sentido, como é o caso de telas pintas de branco ou, pior, videos cheios de coisa nenhuma.
Fico com a ideia de que alguma arte ali apresentada terá sido comprada por atacado, ao melhor estilo da barraca dos ciganos de uma qualquer feira.
Fraudes à parte, gostei muito do que vi, fiquei impressionado com a quantidade de obras da colecção Berardo, e, neste caso, já estou a excluir as fraudes. Valeu a pena lá ter ido e só foi pena não termos esperado pela hora da visita guiada, pois os nossos conhecimentos sobre a arte não nos permite apreciar melhor ou entender muito do que vemos (mais uma vez, fraudes à parte). Fica a intenção de repetir com guia.

Esta ida a Lisboa serviu também para que a A. me entregasse o cd que lhe pedi que me trouxesse de Madrid e, dessa forma, poder ter e ouvir o novo cd dos Marlango - o fantástico "The Electrical Morning".

Para já, deixo-vos este "Hold Me Tight"...


... e vou dormir...

Boa semana para todos, se for possível.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Bom fim-de-semana

Hoje o S. faz anos.
Vamos para Lisboa. Vamos festejar. Pelo caminho, almoçaremos na Bairrada - faz anos, teve direito a escolher, e escolheu almoçarmos leitão - vamos lá.
Estou atrasado!
Já sei onde irei logo à noite, só não sei se vou gostar. Logo veremos.
Nunca aqui o disse, mas para além da família e da F., também já morei com o S..
Por isso conhecemo-nos muito bem, quase como irmãos. Ele insiste que eu mudei e que me tornei melhor do que era. Infelizmente, dele tenho uma opinião diferente, tenho a opinião de que está mais revoltado - sempre foi, mas está mais - e continua a não querer empurrar a vida, antes espera que ela o arraste. Apesar de tudo tem um coração muito maior do que o meu. É também a pessoa que eu conheço mais social e com maior capacidade de adaptação ao meio envolvente. Nesse aspecto, tenho-o como exemplo.
Tem também a namorada mais paciente que eu conheço, porque o adora, não há dúvida, mas com uma paciência extraordinariamente superior a qualquer outra pessoa.
Dando sequência às actividades conjuntas que iniciamos em 2007, vamos até Lisboa.

Bom fim-de-semana!


segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Canideo

Perante o cenário que vi hoje na agência, de um canideo rafeiro a ser sobejamente tratado pelas meninas, que o recolheram da rua, com direito a colinho, e a ser o centro das atenções, e tendo em conta o aspecto das meninas, pondero na próxima reunião levar uma coleira ao pescoço.
Com sorte, recebo o mesmo tratamento!


Porto-Lisboa

Acordo antes do despertador e deixo-me ficar. Espero pela hora certa. Seis da manhã. Levantar.
Na televisão que me acompanha toda a noite, as notícias são as mesmas de quando me deitei.
Não tenho sono, mas não estou bem disposto. Enfim, talvez o que comi ontem me tenha deixado assim.
Sigo as rotinas matinais, com a calma suficiente para não me atrasar. Quase sempre pela mesma ordem.
O pequeno-almoço, ainda que simples, tomo-o sentado. Parece que houve um acidente na A1 que está a provocar constrangimentos no trânsito.
Ainda bem que decidi ir de comboio. Não há atrasos, não há trânsito, nem necessidade de atenção.
Apesar da antecedência com que acordei, chego à estação em cima da hora. Estaciono e sigo em passo apressado.
Já sentado no comboio, dou pela falta dos óculos de sol. É a certeza de uma viagem com o sol a bater-me directamente nos olhos.
De frente para mim segue uma mulher. Com os olhos postos num documento, vai tirando apontamentos. Parece-me ser advogada.
Olha! Chegou o revisor…
Mostro-lhe o bilhete. Ele pede-me o cartão da empresa – o acordo permite-me ter desconto, mas parece que é preciso comprovar que de facto sou funcionário. Digo-lhe que me esqueci dele. Diz-me que por ele não haverá problema, mas adverte-me para o facto de alguns colegas poderem levantar problemas. Aceno-lhe que sim e agradeço.
Portanto, óculos de sol, cartão da empresa e headphones (esquecimento ultrapassado pela oferta por parte da CP).
Já passei Aveiro. É hora de começar a trabalhar. Duas horas, é o tempo que tenho até à Gare do Oriente.
Bom dia a todos!

domingo, 7 de outubro de 2007

Alguém quer uma boleia?



Um fim-de-semana prolongado e recheado de noites bem passadas.
Ontem, os amigos, os melhores, aqueles com quem gosto sempre de estar, vieram cá jantar. Entre as amejoas à bolhão pato e a tarte de queijo (comprada no ECI) passaram-se boas horas de conversas, de disparates, de gargalhadas, de comida e, claro, de vinho, muito vinho.
Depois, uma ida ao Plano B fechou a noite, com whisky.
Hoje ressaquei, claro, mas com prazer. Porque nada me dá mais prazer do que a partilha da alegria com os amigos. Esta foi uma noite para celebrar a amizade, as mais recentes e as mais antigas, todas intensas, todas unidas pela força e pelo gozo de podermos estar felizes, juntos, todos, outra vez.


Fechado o fim-de-semana, arranca mais uma semana de trabalho. Esta arranca com uma ida a Lisboa, ainda sem a certeza de se terei de ficar e só voltar na terça. Mas desta vez não tenho vontade nenhuma de lá ficar. Pela primeira vez, desde há algum tempo, apetece-me estar aqui.

Agora vou dormir, porque o fim-de-semana foi dureza! Mas estou feliz!