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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ainda estou vivo

Sim, ainda estou por cá!
Como sempre, com falta de tempo.
Não é fácil ter uma vida quase itinerante. Então, se adicionar a isso o curso de formação que estou a fazer em Lisboa, a situação ainda piora.
No dia em que a formação começou, enquanto fazia a viagem de carro do Porto para Lisboa, lembrei-me de uma coisa que até ainda não me tinha passado pela cabeça: «é possível que neste curso de formação haja um trabalho de grupo!!!».
Nessa altura a minha boca secou e senti o estômago a embrulhar! «Será??» pensei eu!
E não é que pensei muito bem? Pois é! Quando me inscrevi não pensei nesta possibilidade!
Percebi nessa altura que me tinha ocupado pouco a reflectir sobre a formação. Achei que seria uma mais valia para o meu curriculum, mas, acima de tudo, que seria uma mais valia para as funções que desempenho. Bom para mim e bom para a empresa.
Esqueci-me de pensar no tempo (esse belo recurso que não me sobra). Sim, o tempo que seria necessário investir para que a formação fosse a tal mais valia.
Agora vejo-me envolvido em viagens constantes para Lisboa, como esperava, mas também a ter que roubar mais um bocadinho de tempo ao trabalho e à empresa, á vida pessoal, á família e aos amigos, para poder dedicar-me a um trabalho de grupo.
O grupo de trabalho, esse, é mais um problema. Pessoas de diferentes cidades do País. E-mails, muitos.
Assim vai ser a minha vida nos próximos meses.
Voltando à vida pessoal, roubei um bocadinho de tempo a cada um. Uns entenderam e apoiaram. Outros, nas suas visões egocentricas, mostraram desde logo que se lhes dermos tempo e atenção, somos os maiores. Quando precisamos de tempo e atenção, «ah e tal! toma! prova um bocadinho do meu egoísmo! gostas? vou-te cobrar um bocadinho...». E eu pronto, está bem! Volto quando tiver tempo, pode ser?
Acho lamentável, mas somos todos diferentes.
Eu dou, porque gosto, porque posso, se posso. Não peço nada em troca. É de borla. Ajusto a minha vida de forma a ter tempo para todos, gerindo as prioridades, como já o referi em textos anteriores.
Sou egoísta? Sim, tambem. Em certas coisas. Naquelas das quais não abdico ser. Exijo alguma coisa em troca? Não. Nada.
Agora que não tenho tempo, tenho que ser mais egoista. Tenho que pensar mais em mim. É tempo de dar menos e receber mais. quem quiser dar, dá. Quem não quiser, não dá.
Da mesma forma que não cobro quando dou, não cobro quando não me dão.
Somos todos diferentes, é o que é. Não vale a pena pensar muito nisso. Acho lamentável? Um bocadinho. Vou dormir pior esta noite? Não.
Ás pessoas a quem não posso dar muito de mim nesta altura, às que gostam de mim e às de quem eu gosto, resta-me pedir paciência. E que percebam.
Estarei lá para elas quando as coisas normalizarem.
Três meses passam depressa. Não se vai notar. E depois cá estaremos, como sempre.
Quanto a vós, 2 ou 3 que ainda me lêem(!), obrigado por continuarem a cá passar.
Irei fazer um esforço e, de vez em quando, mesmo que a horas tardias, de cá passar para escrever alguma coisa com ou sem sentido. De preferência com.
Até lá, fico-me por aqui.

Como sempre, deixo-vos aqui uma música para me redimir!
Para quem não conhece, chamam-se Glasvegas e são, talvez, uma das melhores bandas que anda por aí actualmente.
A música mais conhecida é "Geraldine", mas preferi colocar aqui esta. Só porque sim!
Ainda esta semana vou tentar adquirir o album, seja lá de que forma for!!!!!

Espero que gostem


quinta-feira, 5 de março de 2009

O mês de Março

Já fui ao Algarve e ainda lá vou voltar este mês. Já quase sei de cór o que dizem todas as placas informativas
Lisboa, é todas as semanas. A partir do dia 24, todas as terças e quartas lá estarei e não descarto algumas segundas. O hotel já está marcado. Aceita-se companhia para jantar. Há interessadas(os)?
Junta-se a isto uma ida à Madeira de 25 a 27 e uma ida a Dusseldorf (que até bem capaz de não se escrever assim, mas não me apeteceu ir confirmar) de 28 a 30.
Pelo meio, precisava de tempo para viver e, já agora, também vinha a calhar algum mimo, do bom. É coisa que dá sempre jeito e eu gosto.
Março também trouxe esta estúpida faringite ou amigdalite ou lá o que é! É sempre bom estar doente. Principalmente numa semana em que decorre a "Essência do vinho". É que provar vinhos sem olfato e com o palato debilitado é como ir a um miradouro de uma cidade e estar nevoeiro cerrado. (espero que percebam a analogia).
Ah! Hoje é dia de aqui deixar uma grande música para vocês, maravilhosos leitores e leitoras, não se esquecerem de aqui vir espreitar.


sábado, 4 de outubro de 2008

Voltei, voltei...

Voltei de lá
Ainda agora estava em França
E agora já estou cá!


Depois de recordar este grande êxito do Dino Meira, aqui fica então um micro-resumo do que foi esta semana.


Após mais de 1.000 kms apenas com duas paragens, chegamos a Bordéus, uma cidade muito gira onde o tema "Vinho" está sempre presente nas ruas e ruelas. Curiosamente, não vi praticamente nenhuns vinhedos e não vi nenhum Château, mas provei alguns belos vinhos.
Seguimos para Lyon, bem no interior de França. Cidade suburbana, feia, escura e suja, foi talvez a pior cidade onde alguma vez estive. Espero nunca mais ter que lá voltar.
Cerca de 150 kms para Sudeste, fomos ter a Tornon e Cloze d'Hermitage (o rio divide as duas vilas), na Côte du Rhone, e onde fiz a minha primeira grande incursão pelos vinhedos franceses, pisando os "terroirs" dos mais famosos produtores desta região.
Ainda mais a sudeste, fomos encontrar Chateauneuf-du-pape, mais uma sub-região da Côte du Rhone, onde, apenas de passagem, vimos mais algumas vinhas e onde, curiosamente, apenas bebemos cerveja!
Já em Espanha, passamos ao largo de Barcelona - e com vontade de entrar mesmo na cidade!!! - seguimos em direcção a Tarragona e, lá perto, descobri, finalmente, onde é o fim do mundo. è no Priorat. No meio do nada, o Priorat é uma zona vinícola de Espanha, onde há 10 anos existiam 3 produtores e hoje existem mais de 30. Visitamos 2 dos mais famosos. Foi a melhor experiência vinícola que já vivi.
Terminada a tour vinícola, lá fomos até Madrid e, para finalizar, já no regresso, uma incursão por Salamanca, para um momento gastronómico.
Pelo meio, ficam algumas peripécias, como o rato que passou aos meus pés no final de um jantar miserável ou o hotel onde faltou a água quente para o banho matinal ou ainda as 3h que demoramos a chegar áquela reunião, só porque existiam 3 ruas com o mesmo nome.
Com quase 4.000 kms, dos quais apenas não conduzi 150 km, regresso com a certeza de que se há profissões que nos podem proporcionar momentos únicos nas nossas vidas, a minha é, com certeza, uma dessas profissões.
Deixarei as fotos no flickr assim que descobrir o cabo USB da máquina! Depois informo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Porto-Lisboa

Acordo antes do despertador e deixo-me ficar. Espero pela hora certa. Seis da manhã. Levantar.
Na televisão que me acompanha toda a noite, as notícias são as mesmas de quando me deitei.
Não tenho sono, mas não estou bem disposto. Enfim, talvez o que comi ontem me tenha deixado assim.
Sigo as rotinas matinais, com a calma suficiente para não me atrasar. Quase sempre pela mesma ordem.
O pequeno-almoço, ainda que simples, tomo-o sentado. Parece que houve um acidente na A1 que está a provocar constrangimentos no trânsito.
Ainda bem que decidi ir de comboio. Não há atrasos, não há trânsito, nem necessidade de atenção.
Apesar da antecedência com que acordei, chego à estação em cima da hora. Estaciono e sigo em passo apressado.
Já sentado no comboio, dou pela falta dos óculos de sol. É a certeza de uma viagem com o sol a bater-me directamente nos olhos.
De frente para mim segue uma mulher. Com os olhos postos num documento, vai tirando apontamentos. Parece-me ser advogada.
Olha! Chegou o revisor…
Mostro-lhe o bilhete. Ele pede-me o cartão da empresa – o acordo permite-me ter desconto, mas parece que é preciso comprovar que de facto sou funcionário. Digo-lhe que me esqueci dele. Diz-me que por ele não haverá problema, mas adverte-me para o facto de alguns colegas poderem levantar problemas. Aceno-lhe que sim e agradeço.
Portanto, óculos de sol, cartão da empresa e headphones (esquecimento ultrapassado pela oferta por parte da CP).
Já passei Aveiro. É hora de começar a trabalhar. Duas horas, é o tempo que tenho até à Gare do Oriente.
Bom dia a todos!