- Padrinhoooooo!
- Meu meninooooo!
- Padrinho, sabes, já não tenho chupetas. Cheguei a casa e eu e o papá metemos a chupetas no lixo e eu disse: «adeus chupetinhas, até p'ó ano!!!!». Compras-me uma prenda?
- O que queres que eu te compre?
- Não sei, tu é que sabes. Pode ser uma prenda grande e pesada.
- Grande e pesada?
- Sim. Muito grande e muito pesada.
Eu eu comprei!!!
E ele gostou muito!!!
- Padrinho, tens que vir que eu preciso que me ajudes a montar as torres. A mamã e a vóvó não sabem e eu também não consigo.
- Então e o vuvu não te ajuda?
- Não porque ele também não sabe.
- E o papá?
- O papá não está. Vens padrinho? Vens?
- Vou. Vou já p'raí! Espera-me.
Quando lá cheguei o papá já tinha chegado e ajudado. E ele estava todo excitado com a prenda nova! E eu e ele estavamos felizes!...
segunda-feira, 19 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Ombros
Na sexta-feira fui ao Twins. Não é dos meus locais de eleição, mas é um local com boa pinta. Passado o período de "ponto de encontro" dos cinquentões à procura das quarentinhas e das trintonas e quarentinhas à procura de... g€nt€ d€ b€m na vida (o que é bem diferente de gente de bem com a vida), o Twins pareceu-me agora o local de divertimento noturno com uma miscelanea de faixas etárias, mas acima de tudo, um local de pessoas com bom aspecto ou pessoas que aspiram a isso.
O exercício de observação é um exercício que eu levo ao extremo. Defeito ou feitio, é exercício que me agrada muito, principalmente em locais com mulheres bonitas, como foi o caso do Twins.
Nós gajos, como toda a gente sabe, quando vemos uma mulher gira, ficamos alheados dos mundo. De imediato, tiramos a fotografia completa. Completa?? Bem, mais ou menos. A cara, as mamas, o rabo (não obrigatoriamente por esta ordem). Certo, meninas? Sim, todos nós reparamos de imediato neste triângulo, seja lá por que ordem for. Digamos que serve de rastreio. A avaliação difere de homem para homem e, por isso, não poderei definir aqui um género, mas apenas o meu gosto. As que passam no teste da foto serão depois "vítimas" da observação pormenorizada. O cabelo, a anca, a barriga, o umbigo (quando à vista), as pernas, os pés, os lábios, as mãos, as unhas, o sorriso e... os ombros (de preferência à vista). Cada um de nós irá, mediante os próprios gostos, observar cada parte, avaliando depois o todo.
Não sei quantos homens avaliam os ombros das mulheres, mas para mim é parte fundamental. A cara deve ser de mulher, não de menina, nem de boneca - se é que me faço entender - as mamas preferencialmente pequenas, bem como o rabo, as pernas esguias (nas mulheres altas) ou bem proporcionadas (nas mulheres baixas), os ombros devem ser sempre bem torneados. Entendo que não será fácil explicar aqui o que isso é, nem porque me cativa, mas que gosto muito de ver uns ombros, lá isso gosto! E sim, reparo em cabelos bem tratados, de preferência sem franja (é trauma, por durante muitos anos ter visto a minha irmã com franja), em unhas bem tratadas e femininas, pintadas, de preferência. Gosto de um sorriso inocente e brilhante. Depois vem a postura. Há quem goste de mulheres espampanantes, que chamem a atenção. Eu gosto delas discretas mas desinibidas, confiantes, mas não presunçosas. E o andar, feminino, com um ligeiro mas marcado abanar de anca, confiante, a transpirar auto-estima. Gosto.
Muito fútil? Não. Nada disso. Dou valor a muitas outras coisas, mas como não são físicas, não as consigo encaixar neste texto. Fica para outra altura.
O exercício de observação é um exercício que eu levo ao extremo. Defeito ou feitio, é exercício que me agrada muito, principalmente em locais com mulheres bonitas, como foi o caso do Twins.
Nós gajos, como toda a gente sabe, quando vemos uma mulher gira, ficamos alheados dos mundo. De imediato, tiramos a fotografia completa. Completa?? Bem, mais ou menos. A cara, as mamas, o rabo (não obrigatoriamente por esta ordem). Certo, meninas? Sim, todos nós reparamos de imediato neste triângulo, seja lá por que ordem for. Digamos que serve de rastreio. A avaliação difere de homem para homem e, por isso, não poderei definir aqui um género, mas apenas o meu gosto. As que passam no teste da foto serão depois "vítimas" da observação pormenorizada. O cabelo, a anca, a barriga, o umbigo (quando à vista), as pernas, os pés, os lábios, as mãos, as unhas, o sorriso e... os ombros (de preferência à vista). Cada um de nós irá, mediante os próprios gostos, observar cada parte, avaliando depois o todo.
Não sei quantos homens avaliam os ombros das mulheres, mas para mim é parte fundamental. A cara deve ser de mulher, não de menina, nem de boneca - se é que me faço entender - as mamas preferencialmente pequenas, bem como o rabo, as pernas esguias (nas mulheres altas) ou bem proporcionadas (nas mulheres baixas), os ombros devem ser sempre bem torneados. Entendo que não será fácil explicar aqui o que isso é, nem porque me cativa, mas que gosto muito de ver uns ombros, lá isso gosto! E sim, reparo em cabelos bem tratados, de preferência sem franja (é trauma, por durante muitos anos ter visto a minha irmã com franja), em unhas bem tratadas e femininas, pintadas, de preferência. Gosto de um sorriso inocente e brilhante. Depois vem a postura. Há quem goste de mulheres espampanantes, que chamem a atenção. Eu gosto delas discretas mas desinibidas, confiantes, mas não presunçosas. E o andar, feminino, com um ligeiro mas marcado abanar de anca, confiante, a transpirar auto-estima. Gosto.
Muito fútil? Não. Nada disso. Dou valor a muitas outras coisas, mas como não são físicas, não as consigo encaixar neste texto. Fica para outra altura.
No meu vagar
Isto por aqui tem andado pouco activo, eu sei.
Não poderei dizer que seja falta de tempo, porque os 30 minutinhos do costume continuam a existir.
O que acontece, na verdade, é que estou a integrar-me na minha nova empresa, e a absorção da informação, a adaptação a uma nova realidade (bem diferente, por sinal), me deixa sem grande inspiração para escrever uma linha que seja. Mas à medida que o tempo for passando, isto voltará ao normal, tenho a certeza.
Portanto este texto é, oficialmente, o novo arranque. Até já!
Não poderei dizer que seja falta de tempo, porque os 30 minutinhos do costume continuam a existir.
O que acontece, na verdade, é que estou a integrar-me na minha nova empresa, e a absorção da informação, a adaptação a uma nova realidade (bem diferente, por sinal), me deixa sem grande inspiração para escrever uma linha que seja. Mas à medida que o tempo for passando, isto voltará ao normal, tenho a certeza.
Portanto este texto é, oficialmente, o novo arranque. Até já!
ADENDA: Um dos blogs de leitura habitual passou a ter acesso restrito. Fiquei surpreendido!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
É uma pena... mas o meu obrigado!
Hoje é o último jogo dele.
Ele foi o melhor jogador que alguma vez vi jogar no Benfica.
Ele foi desde sempre o jogador que mais admirei.
Ele é, ainda, o melhor jogador que o Benfica tem.
Partilho com ele o primeiro nome e o amor ao maior clube português.
Um dia, os meus sobrinhos vão-me perguntar quem foi ele. Vou ter um enorme orgulho em lhes explicar que foi o melhor.
Tenho pena que o final da carreira não tenha sido abrilhantado pelos troféus que ele merecia levantar, nesta última passagem pelo revaldo do Estádio da Luz.
Tenho pena que ele não continue, pelo menos, mais um ano. A magia que espalhou e espalha no campo de jogo é intemporal e seria muito bom vê-lo sair com um troféu.
O número 10 pertence-lhe a ele. Dizer que um determinado jogador joga "na posição 10" é dizer que um jogador joga na posição "Rui Costa".
A bola nos seus pés faz tudo parecer tão simples, tão perfeito.
Ele é o maestro.
E esta é a minha homenagem. Ao melhor. Ao sempre grande Rui Costa.
(obrigado também a quem colocou este video no youtube. a música não poderia ser melhor)
Parece que sim
Parece que estou de volta.
Penso por onde vou começar. Escolho. Madrid. Começo por Madrid.
Então cá vai...
A capital do país vizinho é grande, gira, limpa, com grandes espaços verdes, ruas e avenidas largas e movimentadas.
Começo pelo Parque del buen retiro. Colossal. Cheio de pessoas, de famílias, de casais, de amigos, que aproveitavam o enorme espaço verde para se divertirem, para conviverem ou para fazerem desporto. Nunca a um Domingo tinha visto tanta gente a partilhar o mesmo espaço público.
O Centro de Arte Reina Sofia também me fascinou. Primeiro, o edifício, lindo, de uma arquitectura fantástica numa perfeita união entre o edifício antigo e a nova ala. As peças de arte que lá encontrei... bem... variaram entre alguns clássicos de sonho - dos meus sonhos, como o Guernica - ou algumas esculturas fantásticas, aos já habituais embustes a que chamam arte. E não me venham os iluminados dizer que estou errado. Não estou. Por mais que eu não perceba nada de arte - que não percebo - parece-me demaisado evidente que qualquer pessoa com a mínima formação em artes consiga fazer igual. Mas voltando ao espaço, foi um dos mais fantásticos museus que já visitei.
A estação de Atocha, linda, mas infelizmente manchada pela memória do 11 de Março.
O Palácio Real, onde se pode ver recolher mais um pouco da história que é transversal a toda a Europa, onde se cruza a história de Portugal e Espanha ou a história de Espanha e dos Habsburgs. A sala de armas leva-nos para dentro da história.
O Convento de las descalzas reales e a arte sacra que, por norma não aprecio, mas que desta vez, talvez pela explicação da guia, me pareceu muito interessante. E saber que exite lá uma noviça, de 19 anos... Pensei que já não havia disso!!!!!!
O Museo del Prado. Enorme, cansativo. Uma exposição temporária de Goya, com uma grande parte da sua obra. Os famosos quadros "El dos de mayo" e "El tres de mayo" que relatam as invasões francesas. Algumas das mais famosas obras de Velasquez, como a obra "Las Meninas".
Depois, de uma forma geral, toda a cidade. As ruas, as praças, a Movida, as fachadas dos prédios, a comida, as tapas, as cañas, os bocadillos, tudo. Gosto de tudo. Só falta o mar. Por muito que goste da cidade, Madrid não tem mar, nem rio. Mas gostei e hei-de lá voltar...
Penso por onde vou começar. Escolho. Madrid. Começo por Madrid.
Então cá vai...
A capital do país vizinho é grande, gira, limpa, com grandes espaços verdes, ruas e avenidas largas e movimentadas.
Começo pelo Parque del buen retiro. Colossal. Cheio de pessoas, de famílias, de casais, de amigos, que aproveitavam o enorme espaço verde para se divertirem, para conviverem ou para fazerem desporto. Nunca a um Domingo tinha visto tanta gente a partilhar o mesmo espaço público.
O Centro de Arte Reina Sofia também me fascinou. Primeiro, o edifício, lindo, de uma arquitectura fantástica numa perfeita união entre o edifício antigo e a nova ala. As peças de arte que lá encontrei... bem... variaram entre alguns clássicos de sonho - dos meus sonhos, como o Guernica - ou algumas esculturas fantásticas, aos já habituais embustes a que chamam arte. E não me venham os iluminados dizer que estou errado. Não estou. Por mais que eu não perceba nada de arte - que não percebo - parece-me demaisado evidente que qualquer pessoa com a mínima formação em artes consiga fazer igual. Mas voltando ao espaço, foi um dos mais fantásticos museus que já visitei.
A estação de Atocha, linda, mas infelizmente manchada pela memória do 11 de Março.
O Palácio Real, onde se pode ver recolher mais um pouco da história que é transversal a toda a Europa, onde se cruza a história de Portugal e Espanha ou a história de Espanha e dos Habsburgs. A sala de armas leva-nos para dentro da história.
O Convento de las descalzas reales e a arte sacra que, por norma não aprecio, mas que desta vez, talvez pela explicação da guia, me pareceu muito interessante. E saber que exite lá uma noviça, de 19 anos... Pensei que já não havia disso!!!!!!
O Museo del Prado. Enorme, cansativo. Uma exposição temporária de Goya, com uma grande parte da sua obra. Os famosos quadros "El dos de mayo" e "El tres de mayo" que relatam as invasões francesas. Algumas das mais famosas obras de Velasquez, como a obra "Las Meninas".
Depois, de uma forma geral, toda a cidade. As ruas, as praças, a Movida, as fachadas dos prédios, a comida, as tapas, as cañas, os bocadillos, tudo. Gosto de tudo. Só falta o mar. Por muito que goste da cidade, Madrid não tem mar, nem rio. Mas gostei e hei-de lá voltar...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Mudança
Pois é! A mudança de emprego tem destas coisas.
Ainda não tenho o computador completamente operacional, pelo que não o posso levar para casa e aceder à internet a meu bel-prazer.
Assim, a actividade blogosferica tem estado suspensa. E assim continuará até à próxima semana, para que aí, sim, possa contar as novidades. As férias em Madrid (com fotos), a adaptação à nova empresa e aos novos colegas e a vida em geral.
Assim vai a minha vida, por estes dias...
Ainda não tenho o computador completamente operacional, pelo que não o posso levar para casa e aceder à internet a meu bel-prazer.
Assim, a actividade blogosferica tem estado suspensa. E assim continuará até à próxima semana, para que aí, sim, possa contar as novidades. As férias em Madrid (com fotos), a adaptação à nova empresa e aos novos colegas e a vida em geral.
Assim vai a minha vida, por estes dias...
terça-feira, 29 de abril de 2008
Madrid
Pois é! Aqui estou em em Madrid! E já quase no fim.
Fisicamente cansado, não só pelo que tenho caminhado - tem sido um abuso de tanto andar - mas porque finalmente descomprimi, relaxei e por isso o corpo doi. Culturalmente enriquecido - e só mesmo culturalmente - descobri uma cidade fantástica, na qual se vê qualidade de vida. Muitos espaços verdes e muitas ruas pedonais, a recordar-me porque somos nós, os portugueses, um povo tão cinzento.
Como me tenho dado sozinho? Muito bem. A minha companhia? A música, claro. Todo o dia a ouvir, entre outros, Editors, Interpol, Hootie & the Blowfish.
Estou já em condições de dizer que fazer férias sozinho também é muito bom. Claro que continuo a preferir com companhia, mas de forma nenhuma ponho de parte repetir esta experiência.
E pronto. Darei notícias assim que puder.
Fisicamente cansado, não só pelo que tenho caminhado - tem sido um abuso de tanto andar - mas porque finalmente descomprimi, relaxei e por isso o corpo doi. Culturalmente enriquecido - e só mesmo culturalmente - descobri uma cidade fantástica, na qual se vê qualidade de vida. Muitos espaços verdes e muitas ruas pedonais, a recordar-me porque somos nós, os portugueses, um povo tão cinzento.
Como me tenho dado sozinho? Muito bem. A minha companhia? A música, claro. Todo o dia a ouvir, entre outros, Editors, Interpol, Hootie & the Blowfish.
Estou já em condições de dizer que fazer férias sozinho também é muito bom. Claro que continuo a preferir com companhia, mas de forma nenhuma ponho de parte repetir esta experiência.
E pronto. Darei notícias assim que puder.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Nó...
... no estomago.
Foi assim que me senti ontem. Um nó no estômago ajudava a lembrar que era o último dia.
Passei 5 bons anos na empresa. Conheci muita gente. Dessa muita gente que conheci, alguns tornaram-se amigos, outros nem por isso, mas é sempre assim, não é verdade?
Este último dia custou mais do que alguma vez imaginei. Na vida há sempre projectos que ficam por concluir. Penso que foi isso que me custou mais. Tinha vários projectos giros em mãos. Estavam a dar imenso trabalho, mas ao mesmo tempo estavam a dar imenso prazer. Bem sei que as oportunidades não surgem quando ou como queremos, por isso, tinha mesmo que esquecer os projectos e seguir em frente.
Aprendi muito e cresci muito, quer profissionalmente quer pessoalmente. Profissionalmente, cresci na responsabilidade, na focalização, na organização, no método, no rigor e na capacidade de encarar os obstáculos e antecipá-los. Pessoalmente, quebrei muitas das barreiras que tinha na forma de socializar e de me adaptar ao meio envolvente.
Saio feliz, pela opção que tomei há 5 anos atrás, pela opção que tomo agora, não me acomodando num conforto que a médio prazo poderia fazer de mim apenas mais um dentro da organização. Saio feliz porque fiz amigos, saio feliz porque acredito que algumas pessoas - e não só os amigos - vão querer saber de mim, vão cruzar-se comigo e lembrar-se-ão de mim.
Pela vida fora vou ter orgulho de dizer «eu trabalhei ali, naquela empresa». Agora é tempo de fechar a porta e seguir o meu caminho. De começar o processo todo, novamente. De crescer ainda mais e, se possível, de ser feliz!
Nó é também aquilo que melhor pode definir as amizades. Gosto de nós apertados, de sentir que nada nos fará seguir caminhos diferentes. Para isso preciso de sentir que as minhas amizades não são fruto apenas de factos circunstanciais, mas de vontades, de gostos comuns, de respeito e de atitudes. As amizades ciscusntaciais não são nós, são laços e, como todos sabemos, os laços desfazem-se assim que se puxa por, pelo menos, uma das pontas. Atenção! Estas amizades também fazem falta e tenho feito várias amizades assim. Não podemos ser todos intimos e eternamente ligados. Não têm menos valor quando assim são. Têm um valor e significado diferentes, isso sim.
Neste tipo de amizades não podemos, porém, colocar demasiada expectativa, nem um grau de exigência muito grande para não nos desiludirmos. Devemos aceitá-las como são, meramente circunstanciais. É que se exigirmos demais um dia sairemos defraudados, porque inveitavelmente alguém vai falhar.
Comparo as amizades com as empresas. Parece estúpido, eu sei, mas reparem na analogia. Dizem os manuais que uma empresa não deve ser dependende de apenas um fornecedor nem de apenas um cliente. Entenda-se "um" como "poucos" e não literalmente como "um". Nas amizades é igual. Não devemos estar dependentes de um amigo nem deixar que um amigo dependa de nós. Entenda-se um como "poucos". Claro que cada pessoa terá o seu papel na esfera da amizade, e quanto mais pessoas essa esfera envolver, mais felizes poderemos ser. Agora não vamos chamar amiga a toda e qualquer pessoa que nos aparece pela frente. Se dermos na mesma medida do que recebemos - uma medida não mensurável, obviamente - coneguiremos distinguir, quase sempre, o trigo do joio. E assim se constrói uma vida quase perfeita.
Preparo-me agora para ir de férias. Madrid é o destino, como já aqui o disse.
A não ser que eu ou alguém próximo adoeça, que o voo seja cancelado ou qualquer outro movito hexógeno, Domingo lá estarei. Dar-vos-ei notícias, espero.
Tenho um assunto que me tem estado a moer por dentro. Tenho alguma dúvida na forma de o resolver ou quando o deverei fazer. Antes de ir? Depois de voltar? Tenho estado inclinado para a segunda hipótese. Vejo as coisas de duas formas: quanto mais tempo passa mais distante fico do problema, o que à partida seria bom. Ver à distância aumenta o discernimento. Por outro lado, é bem possível que à distância esse problema tenha uma dimensão maior do que eu posso pensar neste momento. Espero saber gerir o problema. Como em tempos já o disse, sou bem melhor a gerir assuntos profissionais, do que assuntos pessoais. Madrid posse ser uma boa conselheira.
Diversão.
Penso que tem a ver com o meu positivismo nalgumas situações. Apesar do referido "assunto", que obviamente me condiciona o pensamento, fui sair. Aliás, tento sempre contrariar o estado de espírito e procurar energias positivas, quer nas companhias quer nos locais de diversão que escolho. Foi o que fiz e pretendo continuar a fazer até Domingo.
Começou ontem, com uma saída bem engraçada. Diverti-me e deixei-me contagiar pela boa disposição de quem estava comigo. Tive ainda a sorte de, no regresso a casa, assistir a um fantástico amanhecer, numa mistura de luzes dos candeeiros das ruas e das casas, com um céu azulado pincelado pelo laranja do Sol que ainda escondido por detrás das montanhas, anunciava mais um belo dia.
Por falar em belo dia...
Se não se importam, vou aproveitar o dia, o sol, o calor e já volto. Ou então não volto. Mas darei notícias, só não sei é quando...
Foi assim que me senti ontem. Um nó no estômago ajudava a lembrar que era o último dia.
Passei 5 bons anos na empresa. Conheci muita gente. Dessa muita gente que conheci, alguns tornaram-se amigos, outros nem por isso, mas é sempre assim, não é verdade?
Este último dia custou mais do que alguma vez imaginei. Na vida há sempre projectos que ficam por concluir. Penso que foi isso que me custou mais. Tinha vários projectos giros em mãos. Estavam a dar imenso trabalho, mas ao mesmo tempo estavam a dar imenso prazer. Bem sei que as oportunidades não surgem quando ou como queremos, por isso, tinha mesmo que esquecer os projectos e seguir em frente.
Aprendi muito e cresci muito, quer profissionalmente quer pessoalmente. Profissionalmente, cresci na responsabilidade, na focalização, na organização, no método, no rigor e na capacidade de encarar os obstáculos e antecipá-los. Pessoalmente, quebrei muitas das barreiras que tinha na forma de socializar e de me adaptar ao meio envolvente.
Saio feliz, pela opção que tomei há 5 anos atrás, pela opção que tomo agora, não me acomodando num conforto que a médio prazo poderia fazer de mim apenas mais um dentro da organização. Saio feliz porque fiz amigos, saio feliz porque acredito que algumas pessoas - e não só os amigos - vão querer saber de mim, vão cruzar-se comigo e lembrar-se-ão de mim.
Pela vida fora vou ter orgulho de dizer «eu trabalhei ali, naquela empresa». Agora é tempo de fechar a porta e seguir o meu caminho. De começar o processo todo, novamente. De crescer ainda mais e, se possível, de ser feliz!
Nó é também aquilo que melhor pode definir as amizades. Gosto de nós apertados, de sentir que nada nos fará seguir caminhos diferentes. Para isso preciso de sentir que as minhas amizades não são fruto apenas de factos circunstanciais, mas de vontades, de gostos comuns, de respeito e de atitudes. As amizades ciscusntaciais não são nós, são laços e, como todos sabemos, os laços desfazem-se assim que se puxa por, pelo menos, uma das pontas. Atenção! Estas amizades também fazem falta e tenho feito várias amizades assim. Não podemos ser todos intimos e eternamente ligados. Não têm menos valor quando assim são. Têm um valor e significado diferentes, isso sim.
Neste tipo de amizades não podemos, porém, colocar demasiada expectativa, nem um grau de exigência muito grande para não nos desiludirmos. Devemos aceitá-las como são, meramente circunstanciais. É que se exigirmos demais um dia sairemos defraudados, porque inveitavelmente alguém vai falhar.
Comparo as amizades com as empresas. Parece estúpido, eu sei, mas reparem na analogia. Dizem os manuais que uma empresa não deve ser dependende de apenas um fornecedor nem de apenas um cliente. Entenda-se "um" como "poucos" e não literalmente como "um". Nas amizades é igual. Não devemos estar dependentes de um amigo nem deixar que um amigo dependa de nós. Entenda-se um como "poucos". Claro que cada pessoa terá o seu papel na esfera da amizade, e quanto mais pessoas essa esfera envolver, mais felizes poderemos ser. Agora não vamos chamar amiga a toda e qualquer pessoa que nos aparece pela frente. Se dermos na mesma medida do que recebemos - uma medida não mensurável, obviamente - coneguiremos distinguir, quase sempre, o trigo do joio. E assim se constrói uma vida quase perfeita.
Preparo-me agora para ir de férias. Madrid é o destino, como já aqui o disse.
A não ser que eu ou alguém próximo adoeça, que o voo seja cancelado ou qualquer outro movito hexógeno, Domingo lá estarei. Dar-vos-ei notícias, espero.
Tenho um assunto que me tem estado a moer por dentro. Tenho alguma dúvida na forma de o resolver ou quando o deverei fazer. Antes de ir? Depois de voltar? Tenho estado inclinado para a segunda hipótese. Vejo as coisas de duas formas: quanto mais tempo passa mais distante fico do problema, o que à partida seria bom. Ver à distância aumenta o discernimento. Por outro lado, é bem possível que à distância esse problema tenha uma dimensão maior do que eu posso pensar neste momento. Espero saber gerir o problema. Como em tempos já o disse, sou bem melhor a gerir assuntos profissionais, do que assuntos pessoais. Madrid posse ser uma boa conselheira.
Diversão.
Penso que tem a ver com o meu positivismo nalgumas situações. Apesar do referido "assunto", que obviamente me condiciona o pensamento, fui sair. Aliás, tento sempre contrariar o estado de espírito e procurar energias positivas, quer nas companhias quer nos locais de diversão que escolho. Foi o que fiz e pretendo continuar a fazer até Domingo.
Começou ontem, com uma saída bem engraçada. Diverti-me e deixei-me contagiar pela boa disposição de quem estava comigo. Tive ainda a sorte de, no regresso a casa, assistir a um fantástico amanhecer, numa mistura de luzes dos candeeiros das ruas e das casas, com um céu azulado pincelado pelo laranja do Sol que ainda escondido por detrás das montanhas, anunciava mais um belo dia.
Por falar em belo dia...
Se não se importam, vou aproveitar o dia, o sol, o calor e já volto. Ou então não volto. Mas darei notícias, só não sei é quando...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Quatro Dias
Pois é!
Faltam apenas quatro dias para a despedida.
Estes últimos dias têm custado bastante.
Pena estar sem internet em casa para poder escrever sobre o que me apetece. E como apetece!
Boa semana a todos!
Faltam apenas quatro dias para a despedida.
Estes últimos dias têm custado bastante.
Pena estar sem internet em casa para poder escrever sobre o que me apetece. E como apetece!
Boa semana a todos!
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