quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sem qualquer interesse

Estão avisados! Não tem interesse.

Hoje fui às compras e não me deixei enganar.
Substituí isto:











Por isto:













E porquê? - Perguntam vocês.
É simples. - respondo eu.
É que os primeiros são feitos daquelas famosas frutas que, confesso, por grande ignorância minha, não sei de onde vêm e nunca as vi, que são as frutas concentradas. Parece que existem pomares onde se pode encontrar Laranjas, Pêssegos e Morangos e Ananases concentrados. Se calhar até é fruta mais inteligente, pois que se estão concentradas aprendem melhor e mais rápido. Mas eu, que sou uma espécie de tradicional-moderno (sou eu que me auto-intitulo assim e espero que não tenham nada contra), continuo a preferir a fruta convencional. Bem sei que num país onde se dá muito valor à licenciatura, a fruta tradicional nunca atingirá um status-quo que lhe permita sonhar com o reconhecimento, mas eu que sou um grande defensor de causas nobres, talvez por isso, prefira beber um sumo/batido feito 100% com fruta convencional. A única coisa que, numa primeira abordagem, me deixou intrigado foi o facto de me ter deparado com um SoNatural de Banana. Pensei cá para mim, de que forma os senhores espremeriam as bananas para elas largarem sumo - deveria ser cá uma canseira - pelo que me apressei a pegar na embalagem e para meu descanso, pude verificar que o SoNatural de Banana afinal é feito com uma maior percentagem de maça (se calhar os senhores deveriam ter colocado no rótulo Maça Banana, mas isso é lá com eles). Sendo assim, apesar de ser mais caro, prefiro trocar os "essencial" da Compal pelos SoNatural da GLSA (é uma empresa portuguesa), apesar de serem substancialmente mais caro. Mesmo assim, se é para beber fruta natural, então que seja mesmo fruta natural.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Coisas que me deixam doido

Há certas coisas que me deixam doido. A saber:

- Pessoas que se estão sempre a queixar da vida que têm

- Pessoas com alterações de humor repentinas

- Condutores que, na auto-estrada, não circulam na faixa mais à direita

- Condutores que andam a pastar na estrada (principalmente de manhã, na hora de ponta)

- Camas que fazem barulhos (por isso comprei um sommier)

- Ruídos parasitas no carro

- A incompetência de pessoas das quais o meu trabalho depende ou pode depender

- Ter que dar justificações da minha vida

- Enquanto cliente, ser mal atendido

- Os fundamentalismos

- As leis estúpidas

- Os Nuno-Rogeiros desta vida

- Os motoristas de camiões e os taxistas

- Há mais, mas não me lembro

E vocês? O que vos deixa doidos?

Em resumo

Chegado de Lisboa, cansado, preparo-me para mais uma semana de trabalho.
Coisas boas, como o fim-de-semana, como o fim-de-semana em Lisboa, com os amigos retiram a vontade de iniciar mais uma semana. O que passou fica na memória e na cara fica o sorriso. Cá dentro, a vontade que o fim-de-semana nunca acabe ou, de uma forma mais racional, que volte depressa.

Apesar das constantes discussões sem nexo e que nunca têm fim, entre mim, o S. e o N. - numa constante competição para saber quem tem razão, quais putos no recreio da escola - estes fins-de-semana são cada vez mais de puro prazer, trazendo com eles a vontade de continuar.

Para além da diversão, tempo para um momento cultural.


Confesso que depois do que vi, como sempre, levanta-se em mim a dúvida de se tudo o que vejo é arte ou apenas e só uma fraude, um insulto ou uma boa forma de gozar com o público. É que, se há coisas que não se entende, algumas "obras de arte" não só não se entendem, como não fazem sentido, como é o caso de telas pintas de branco ou, pior, videos cheios de coisa nenhuma.
Fico com a ideia de que alguma arte ali apresentada terá sido comprada por atacado, ao melhor estilo da barraca dos ciganos de uma qualquer feira.
Fraudes à parte, gostei muito do que vi, fiquei impressionado com a quantidade de obras da colecção Berardo, e, neste caso, já estou a excluir as fraudes. Valeu a pena lá ter ido e só foi pena não termos esperado pela hora da visita guiada, pois os nossos conhecimentos sobre a arte não nos permite apreciar melhor ou entender muito do que vemos (mais uma vez, fraudes à parte). Fica a intenção de repetir com guia.

Esta ida a Lisboa serviu também para que a A. me entregasse o cd que lhe pedi que me trouxesse de Madrid e, dessa forma, poder ter e ouvir o novo cd dos Marlango - o fantástico "The Electrical Morning".

Para já, deixo-vos este "Hold Me Tight"...


... e vou dormir...

Boa semana para todos, se for possível.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Bom fim-de-semana

Hoje o S. faz anos.
Vamos para Lisboa. Vamos festejar. Pelo caminho, almoçaremos na Bairrada - faz anos, teve direito a escolher, e escolheu almoçarmos leitão - vamos lá.
Estou atrasado!
Já sei onde irei logo à noite, só não sei se vou gostar. Logo veremos.
Nunca aqui o disse, mas para além da família e da F., também já morei com o S..
Por isso conhecemo-nos muito bem, quase como irmãos. Ele insiste que eu mudei e que me tornei melhor do que era. Infelizmente, dele tenho uma opinião diferente, tenho a opinião de que está mais revoltado - sempre foi, mas está mais - e continua a não querer empurrar a vida, antes espera que ela o arraste. Apesar de tudo tem um coração muito maior do que o meu. É também a pessoa que eu conheço mais social e com maior capacidade de adaptação ao meio envolvente. Nesse aspecto, tenho-o como exemplo.
Tem também a namorada mais paciente que eu conheço, porque o adora, não há dúvida, mas com uma paciência extraordinariamente superior a qualquer outra pessoa.
Dando sequência às actividades conjuntas que iniciamos em 2007, vamos até Lisboa.

Bom fim-de-semana!


Terceiro de três

À velocidade a que as coisas hoje acontecem, temos ainda dificuldade em nos adaptarmos.
Penso que, por isso, ainda seja dificil perceber se as novas formas de comunicação e de socialização com suporte web - como o Messenger, o Hi5 ou os Blogs - assumirão no futuro o papel que antes era assumido pelos cafés, bares e discotecas, um papel de encontros e desencontros, de vidas que se cruzam, de gente que se conhece. Para já, nesta fase da descoberta as pessoas, de uma forma geral, vão-se reservando, ainda que comecem a interagir, a comentar um texto de alguém que não deixa de ser um desconhecido, a trocar e-mails com esses mesmos desconhecidos ou a "conversar" no Messenger. Nasce assim um novo conceito: o conhecido-desconhecido. É alguém de quem já conhecemos algumas características, alguns gostos, algumas opiniões e, até hábitos. De alguns podemos mesmo conhecer as divisões da casa, e o interior do frigorífico ou da dispensa! Apesar de tudo, continuamos a ser desconhecidos, a não saber como sorri, quais as expressões faciais, os gestos, a postura, o comportamento social.
É um processo completamente invertido. Antes, a primeira impressão que tinhamos de alguém era uma impressão fotográfica. Antes, só se conhecia verdadeiramente uma pessoa quando se ficava a saber o que ela guardava lá dentro, o que pensava, quais as suas motivações e gostos. Eventualmente, só mais tarde se viria a conhecer as divisões da casa ou o interior do frigorífico.
O mundo anda estranho. O mundo é das pessoas. As pessoas andam estranhas? Julgo que não.
Andamos a descobrir um novo mundo, cheio de novas possibilidades. Percebendo como funciona tentaremos adaptar-nos! Até lá tudo parece estranho.

Segundo de três

Em resultado da minha vida profissional, das minhas relações pessoais ou de circunstâncias várias, tenho vindo a conhecer pessoas – homens e mulheres, embora o texto se vá concentrar nas mulheres – que me parecem pessoas muito interessantes, mas quase todas com uma vida que não é exactamente “quase perfeita”.
Ora essas pessoas com que me cruzo teriam tudo para ter uma vida “quase perfeita”, não fosse o caso de uma boa parte delas viverem ainda do passado. Não, não são retrógradas, longe disso, mas agarram-se a um passado que teimam em não largar, mesmo que muitas vezes, o passado também não as largue.
São, no meu ponto de vista, extremamente interessantes, adultas, modernas, cultas, com interesses vários e com vidas profissionais mais ou menos bem sucedidas, que lhes permite serem independentes.
Refiro-me, claro, a pessoas que estão, de momento, solteiras ou em vias de o serem. Pessoas que tiveram vários relacionamentos, pessoas que já foram casadas, pessoas que têm filhos, pessoas que ninguém lhes conhece relacionamentos recentes.
A ver pela amostragem (e por o que outras pessoas me vão dizendo), existe uma fatia cada vez maior de “encalhados no passado”, que de alguma forma, perdem mais tempo a olhar para esse passado do que para o presente e, por isso, não constroem o futuro, ou, pelo menos, constroem-no em função de uma esperança de que o passado volte ou, mais grave ainda, na ausência de qualquer esperança.
São pessoas feridas pelos seus passados, as quais não conseguem fazer sarar as feridas, não por serem profundas, porque nem sempre o são, mas porque frequentemente essas pessoas ou até o seu próprio passado colocam lá o dedo, apesar de isso fazer doer, de infectar, de nunca curar.
Essas pessoas (neste caso refiro-me exclusivamente às mulheres) tiveram na vida delas um Mike qualquer que as amou, que as convenceu a amarem, que as fez feliz, que foi feliz com elas, que criou expectativas numa vida a dois, mas que depois, um dia, sem que elas percebessem porquê, ou até percebendo porquê, fez cair por terra o futuro, aquele futuro que estava ali, à vista.
A quem por aqui passa há pouco tempo, devo dizer que sim, sou um desses tipos que fez alguém sofrer, que quebrou a esperança, que desfez o sonho – talvez hoje seja visto como um pesadelo, como algo que afinal até foi bem melhor assim, não sei… - que deitou fora uma parte do passado, que foi cruel numa decisão inesperada e intransigente.
Ser feliz é muito mais do que cumprir sonhos do passado. Ser feliz é criar o futuro, não em função dos sonhos mas das realidades, das expectativas atingidas e das frustradas. É procurar sempre alternativa.

Primeiro de três

Exponho-me na medida do razoável.
Aqui só está parte do que eu sou. Nuns dias a parte melhor, noutros a pior, mas nunca o que de facto eu sou.
Gosto de ler os outros. Gosto de ler a vida dos outros, os pensamentos do outros, o quotidiano dos outros. Mas só gosto porque me revejo nos outros, ou porque gostaria de me rever.
Aprendo nos outros. Aprendo porque todos aqui partilham alguma coisa, e em cada partilha enriqueço um bocadinho mais.
Ainda que não se conheçam as caras, ainda que por detrás de uma alcunha exista um ser real, ganhamos afecto, carinho - talvez - e admiração e entramos na vida dos outros. Na maioria das vezes apenas entramos na vida que cada um constrói aqui, para si, para nós.
Existe em cada um de nós várias versões do que somos. Existe o eu social - individual e colectivo - existe o eu familiar, existe o eu profissional, existe o eu "blogosférico" e existe o EU que ninguém sabe que sou, aquele que apenas se revela no espaço que construimos para nós, que se revela ainda mais quando estamos sós. Ainda que estes "eus" isolados acabem por ter denominador comum, muito, mas muito pouca gente os descobre em nós para além da medida em que os damos a conhecer, como os damos a conhecer.
Aqui mais do que pessoas, encontramos fragmentos...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Quem somos nós?

Leio este texto.
Logo me surgiram algumas questões que, através do pensamento, fui debitando para mim e que aqui partilho. Pensamentos como «das páginas da nossa própria história que queremos esquecer, não haverá sempre algo bom e importante para recordar? Dos momentos maus não conseguiremos destacar nada de bom? Daquilo que deixamos para trás, não haverá nada que queiramos encontrar mais á frente?»
Depois continuei a ler o texto e percebi que, ao contrário da teoria que sempre defendi, afinal há momentos que nos fazem esquecer (ou querer esquecer) algo que algum dia tivemos.
Percebi também que a minha teoria baseia-se apenas em experiências vividas como ser masculino. Certas situações apenas numa hipótese muito, mas mesmo muito remota me poderiam acontecer. Outras, nem sequer me passa pela cabeça que possam acontecer. Seremos nós, homens, seres mais capazes de fazer alguém sofrer, de destruir, do que de criar algo, do que de construir? Seremos seres inimigos do afecto? Seremos mais imunes ao sofrimento e, por isso, menos sensíveis à preocupação de não fazer sofrer alguém?
Não. Não pode ser assim. Ou então, quem somos nós? O que nos fazia ser importantes para alguém desvaneceu-se, ou nunca existiu? Se existiu, se apenas desapareceu, então está cá e somos melhores e nós já não estamos a dar. Então éramos melhores do que nos tornamos. Ou, nalgum momento, a mulher que estava connosco nos terá valorizado ao ponto de nos elevar o ego a um nível que nos fez perder o valor de lutarmos por ela e de a respeitarmos como até aí acontecia?
Alguém sabe?

Vamos dançar?

Às vezes tenho vontade de dançar contigo...
... mas não sei onde estás!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Para partilhar


540Kcal x 5 = 2.700 Kcal

As contas são, mais coisa menos coisa, estas.

Mas é certinho que vão marchar todos, quadrado a quadrado, um a um, até que, por fim e para a história ficarão apenas duas coisas, uns quilinhos a mais e este post.

Claro que quando os recebi pensei em partilhá-los, mas não sabia com quem. Decidi, por isso, que os iria partilhar... convosco! E cá estão eles, a ser partilhados!






Ah! Continuo doente, por isso, hoje fui novamente ao médico. Parece que depois de mais uma amigdalite, ou laringite, ou qualquer outra coisa acabada em "ite", neste momento só tenho uma rinite alérgica! Nada como um belo Atarax, qual bomba, para me pôr bom. Mas antes de me pôr bom vai-me pôr a dormir.
É exactamente isso que vou fazer agora. Só espero amanhã conseguir acordar para ir trabalhar a horas decentes. Alguém disposto a ligar-me às 07.30h? Obrigado. Muito Obrigado!