sábado, 9 de fevereiro de 2008

Duas ou três coisas... ou mais...


Sou como as mulheres, quando não estou bem, vou às compras.

Hoje comprei uma nova máquina fotográfica. Uma máquina com tudo o que eu queria:

- Compacta q.b.

- Com uma resolução de 7,2 MP (eu sei que parece pouco, mas não é, garanto-vos)

- Com zoom óptico de 10x (para poder tirar fotografias ao CCB ou aos Jerónimos, mas a partir da Torre dos Clérigos)

- Com estabilizador de imagem (nunca se sabe quando se vai tremer)

- Com uma abertura de lente de 28 mm (do melhor, dizem!)

- Com lente Leica, que é como quem diz, do melhor que há (obrigado Sofia pelo reparo!)

É esta maravilha:






Como ainda tenho que carregar a bateria, só amanhã a vou poder utilizar.
Para além disto, fui ao supermercado.
Só comprei comida saudável. Basicamente legumes e leguminosas.
Há dias em que tenho medo de mim. Hoje foi um desses dias.
Eu não sou assim. Então e as minhas bolachinhas, as minhas fatias de queijo, as minhas tostas? Nada disso. Não trouxe.

Na caixa a funcionária tinha os dentes muito mal tratados. Assustador.
Aceito muitos defeitos nos homens e nas mulheres, mas nunca entendi como se pode deixar os dentes chegarem àquele ponto.
Não me parece que algum dia me possa sentir atraido por uma mulher com os dentes lixados. Pode ter dentes tortos, feios, mas tem que os ter tratados. Se numa coisa visível como os dentes uma mulher os deixa chegar a esse estado, imagino as não visíveis. Bilhecc!!!!
Ir ao dentista não é agradável, mas é fundamental. Aliás, é uma questão de higiene!

Tinha a esperança de conseguir ter companhia hoje para jantar. Fiz dois convites. Um chegou a estar confirmado, o outro, nem por sombras. No final, fiquei pendurado. That's the way life is!
Vou fazer o meu jantar e depois vou sair. Pelo menos para isso arranjei companhia.

Valeu este Sol maravilhoso que nos brindou hoje!




(Sou tão previsível! Valeu o Sol, Always The Sun. Mesmo sabendo que sou assim, acho que nunca vou mudar...)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Segunda-feira não trabalho

Há bons motivos para tirar um dia de férias, há motivos válidos e compreensiveis para tirar um dia de férias, agora, tirar um dia de férias para me submeter a uma pequena cirurgia na qual me vão retirar um dente do siso, isso é que não está com nada!
Diz que tem que ser. Diz que não vale a pena aguentar mais. E diz também «passe lá pelo consultório na segunda-feira de manhã para tratarmos disso. Se quiser tomar um Valium - vinte minutos antes - diga que eu acrescento aqui no receituário...». E explica que «dou-lhe a anestesia e depois já não custa nada. É só abrir a gingiva, partir o dente a meio e extraí-lo. No fim até pode vir trabalhar».

Perante isto e depois de me informar com outros colegas que já passaram pelo mesmo, decidi meter um dia de férias. A cirurgia è às 9h. O resto do dia babo-me e suporto as dores longe dos colegas de trabalho. Salva-se a dignidade.
Neste cenário, ou acontece algo de muito bom e especial este fim-de-semana, ou vou passá-lo com uma irritabilidade acima do normal - sendo esta a opção que mais se afigura vir a acontecer.

Estou com o estômago todo embrulhado...


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Isto parece-me uma fraude

Ou um roubo.

Passo a explicar.

Nas últimas vezes em que fui às compras trouxe sempre iogurtes Puro Danone de pedaços. Estes iogurtes não são propriamente baratos, mas ainda se tornam mais caros quando, chegado a casa verifíco que há um que vem com a tampa com uma parte descolada e, por isso, deixa passar ar para o interior. Conclusão, os quatro iogurtes que eu achava que já não eram baratos tornam-se assim ainda mais caros, porque afinal são só três iogurtes. Aconteceu-me por três vezes. Por isso, Sr. Danone, já que não sabe colar a tampa, não trago mais dos seus iogurtes.

Gostava muito da nova campanha de comunicação da Optimus. Gostava, mas já não gosto. Na Segunda-Feira, depois de já ter combinado tomar café sem ter combinado onde, a Optimus deixou-me pendurado, sem rede, e, agora, sempre que oiço o Claim "De que é que precisas?" só tenho vontade de gritar bem alto: "Preciso de poder telefonar quando me apetecer, seus anormais!".

Não sou cliente do Millenium BCP, mas irrita-me a nova campanha deles, na qual promovem um melhor serviço a troco de 5 ou 6€ por mês. Não tenho a certeza do valor, mas não é importante para o caso.
Sempre pensei que o serviço fosse, por si só, um valor acrescentado para o cliente. Afinal não. Se queremos ser bem tratados temos que pagar. De outra forma, estão no direito de tratarem mal os clientes, só porque estes não estão a pagar. Mai nada! (Na verdade o cliente paga sempre o serviço, pois como bem se sabe, ninguém dá nada a ninguém, mas assim à descarada???)
E para o caso de o cliente aderir, desconfiado, ao serviço, promentem que se não ficar satisfeito, devolvem-lhe o dinheiro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Isto nem parece meu

A segunda noite de Carnaval conseguiu ser melhor que a primeira e, posso garantir, não era fácil. Um jantar melhor, mais diversão, mais alcóol, mais pessoas (uma multidão de gente!) e o recolher a horas pornográficas! Estou absolutamente de rastos. Até a voz se sumiu!
Na verdade, questiono-me se estarei a regredir. A tal ponto que passei a gostar do Carnaval!
Este ano tenho feito coisas que se nunca pensei fazer em anos idos, muito menos pensaria fazê-las aos 30 anos.
Ah! É verdade. Voltei a perder-me dos meus amigos durante uma boa parte da noite. Mas como tudo na vida tem um lado positivo, fiz novas amizades. E os amigos acabaram por aparecer.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Imaginação

Falta de imaginação. Essa é que é a verdade.
É a terceira vez que penso em escrever aqui alguma coisa e, depois, fico sem saber o quê.
Sobre mim não me apetece escrever nada. Está tudo bem e recomenda-se.
Sobre o Carnaval, nada de grande interesse. Muita diversão, sangue no alcóol, mas tudo isto porque estava com os amigos... ou então não. Perdi-os algures na noite. Mas já os reencontrei. Hoje espero que eles me amarrem ou algemem, para não me perder novamente. Será?
Por falar em Carnaval, e porque o Carnaval me traz à memória a infância (de onde parece que ainda não saí!) deixo aqui esta música que me parece engraçada pela forma como jogaram com as memórias da infância e o amor.




Como podem ver, vim aqui e não acrescentei nada, o que faz com que este tasco se encontre como algumas lojas nesta altura do ano. Restos de colecção. À espera de novos dias de tranquilidade. Então até amanhã!


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Mais um desinteressante

Na Quarta-feira fui a Lisboa. Fui em trabalho, para uma reunião. Alguém me tentava vender um conceito, uma ideia e um trabalho. Esse alguém é do sexo feminino, é gira que se farta, tem uma pinta do caraças. Uma postura irrepreensível. Não me vendeu nada. Não me convenceu, não comprei a ideia. Não vou em ilusões. Nem mesmo vindo daquela mulher. Não sou assim vulnerável.


Ontem estava tão bem disposto e hoje estou tão cansado.
Ontem era Quinta-feira e hoje é Sexta-feira.
Era suposto hoje estar bem disposto. Era suposto, porque hoje é Sexta-feira.


Hoje saí de casa e cruzei-me com a minha vizinha - Aquela vizinha que me guardou as chaves. Tem um ar saudável! Fresco. Interessante.
Desci no elevador com ela e quando cheguei à garagem reparei que não levava o telemóvel. Dass.
Mas será que quando me cruzo com a vizinha no elevador me vou esquecer sempre de alguma coisa?
Ela é que se podia esquecer. Sei lá! Podia esquecer que estava no elevador...


A minha querida colega de trabalho disse-me num destes dias que me haveria de apresentar uma amiga dela que, segundo ela, é gira. Fiz questão de lhe perguntar se ela gostava mesmo da amiga. Ela respondeu que sim. Que gostava muito. Logo lhe perguntei se gostava de mim. Resposta afirmativa.
Então fiquei contente. Há esperança. Claro que lhe perguntei se tinha fotos da amiga gira. Não tinha. Pena. Vou ter que confiar no bom gosto da minha colega e esperar pelo dia do meeting. O que me vale é que, não só não costumo criar expectativas elevadas, como o pensamento que mais me ocorre é: "e se não for assim?".


Esta semana a minha irmã foi a uma das lojas de roupa onde também vou duas ou três vezes por ano.
Uma das funcionárias - sim, sei qual é - perguntou por mim. Quando a minha irmã me disse isto perguntei se lhe tinha dado o meu número de telefone. Disse que não. A funcionária estava na caixa e estavam lá mais funcionários e não ficava bem. Parece-me desculpa, mas o que é certo é que não deu. Este fim-de-semana já tenho coisas combinadas. Para o próximo vou lá. E não conto comprar nada...
A minha irmã só me dá trabalho!

Fizeram-me duas propostas para este fim-de-semana. A primeira, há já algum tempo, só tem de positivo o facto de fazer juntar, mais uma vez, os amigos do costume. De resto, envolve Carnaval, máscaras e folia. Quem me conhece sabe que só posso ter ficado doido. A verdade é que entendi que o convite, vindo da R., tinha mais a ver com o facto de nos querer receber na sua casa nova e não poderia recusar. Pelos amigos fazem-se estes sacrifícios. Eu mascarado. Só a mim. A segunda era claramente mais interessante, mas veio mais tarde. Já me tinha comprometido e, pelos motivos já referidos, não ia voltar atrás. Pelo meio, um almoço de família (que entretanto convenci a transformar em jantar) também não ajudava. Vou, pois, para o Carnaval. Acho que vou ter que beber para esquecer, até esquecer.

Já disse que estou cansado. Isso dá-me alguma folga. Desculpa os meus devaneios, justifica este texto. Ou então não.


Voltem sempre, sim?

Bom fim-de-semana!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sem qualquer interesse

Estão avisados! Não tem interesse.

Hoje fui às compras e não me deixei enganar.
Substituí isto:











Por isto:













E porquê? - Perguntam vocês.
É simples. - respondo eu.
É que os primeiros são feitos daquelas famosas frutas que, confesso, por grande ignorância minha, não sei de onde vêm e nunca as vi, que são as frutas concentradas. Parece que existem pomares onde se pode encontrar Laranjas, Pêssegos e Morangos e Ananases concentrados. Se calhar até é fruta mais inteligente, pois que se estão concentradas aprendem melhor e mais rápido. Mas eu, que sou uma espécie de tradicional-moderno (sou eu que me auto-intitulo assim e espero que não tenham nada contra), continuo a preferir a fruta convencional. Bem sei que num país onde se dá muito valor à licenciatura, a fruta tradicional nunca atingirá um status-quo que lhe permita sonhar com o reconhecimento, mas eu que sou um grande defensor de causas nobres, talvez por isso, prefira beber um sumo/batido feito 100% com fruta convencional. A única coisa que, numa primeira abordagem, me deixou intrigado foi o facto de me ter deparado com um SoNatural de Banana. Pensei cá para mim, de que forma os senhores espremeriam as bananas para elas largarem sumo - deveria ser cá uma canseira - pelo que me apressei a pegar na embalagem e para meu descanso, pude verificar que o SoNatural de Banana afinal é feito com uma maior percentagem de maça (se calhar os senhores deveriam ter colocado no rótulo Maça Banana, mas isso é lá com eles). Sendo assim, apesar de ser mais caro, prefiro trocar os "essencial" da Compal pelos SoNatural da GLSA (é uma empresa portuguesa), apesar de serem substancialmente mais caro. Mesmo assim, se é para beber fruta natural, então que seja mesmo fruta natural.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Coisas que me deixam doido

Há certas coisas que me deixam doido. A saber:

- Pessoas que se estão sempre a queixar da vida que têm

- Pessoas com alterações de humor repentinas

- Condutores que, na auto-estrada, não circulam na faixa mais à direita

- Condutores que andam a pastar na estrada (principalmente de manhã, na hora de ponta)

- Camas que fazem barulhos (por isso comprei um sommier)

- Ruídos parasitas no carro

- A incompetência de pessoas das quais o meu trabalho depende ou pode depender

- Ter que dar justificações da minha vida

- Enquanto cliente, ser mal atendido

- Os fundamentalismos

- As leis estúpidas

- Os Nuno-Rogeiros desta vida

- Os motoristas de camiões e os taxistas

- Há mais, mas não me lembro

E vocês? O que vos deixa doidos?

Em resumo

Chegado de Lisboa, cansado, preparo-me para mais uma semana de trabalho.
Coisas boas, como o fim-de-semana, como o fim-de-semana em Lisboa, com os amigos retiram a vontade de iniciar mais uma semana. O que passou fica na memória e na cara fica o sorriso. Cá dentro, a vontade que o fim-de-semana nunca acabe ou, de uma forma mais racional, que volte depressa.

Apesar das constantes discussões sem nexo e que nunca têm fim, entre mim, o S. e o N. - numa constante competição para saber quem tem razão, quais putos no recreio da escola - estes fins-de-semana são cada vez mais de puro prazer, trazendo com eles a vontade de continuar.

Para além da diversão, tempo para um momento cultural.


Confesso que depois do que vi, como sempre, levanta-se em mim a dúvida de se tudo o que vejo é arte ou apenas e só uma fraude, um insulto ou uma boa forma de gozar com o público. É que, se há coisas que não se entende, algumas "obras de arte" não só não se entendem, como não fazem sentido, como é o caso de telas pintas de branco ou, pior, videos cheios de coisa nenhuma.
Fico com a ideia de que alguma arte ali apresentada terá sido comprada por atacado, ao melhor estilo da barraca dos ciganos de uma qualquer feira.
Fraudes à parte, gostei muito do que vi, fiquei impressionado com a quantidade de obras da colecção Berardo, e, neste caso, já estou a excluir as fraudes. Valeu a pena lá ter ido e só foi pena não termos esperado pela hora da visita guiada, pois os nossos conhecimentos sobre a arte não nos permite apreciar melhor ou entender muito do que vemos (mais uma vez, fraudes à parte). Fica a intenção de repetir com guia.

Esta ida a Lisboa serviu também para que a A. me entregasse o cd que lhe pedi que me trouxesse de Madrid e, dessa forma, poder ter e ouvir o novo cd dos Marlango - o fantástico "The Electrical Morning".

Para já, deixo-vos este "Hold Me Tight"...


... e vou dormir...

Boa semana para todos, se for possível.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Bom fim-de-semana

Hoje o S. faz anos.
Vamos para Lisboa. Vamos festejar. Pelo caminho, almoçaremos na Bairrada - faz anos, teve direito a escolher, e escolheu almoçarmos leitão - vamos lá.
Estou atrasado!
Já sei onde irei logo à noite, só não sei se vou gostar. Logo veremos.
Nunca aqui o disse, mas para além da família e da F., também já morei com o S..
Por isso conhecemo-nos muito bem, quase como irmãos. Ele insiste que eu mudei e que me tornei melhor do que era. Infelizmente, dele tenho uma opinião diferente, tenho a opinião de que está mais revoltado - sempre foi, mas está mais - e continua a não querer empurrar a vida, antes espera que ela o arraste. Apesar de tudo tem um coração muito maior do que o meu. É também a pessoa que eu conheço mais social e com maior capacidade de adaptação ao meio envolvente. Nesse aspecto, tenho-o como exemplo.
Tem também a namorada mais paciente que eu conheço, porque o adora, não há dúvida, mas com uma paciência extraordinariamente superior a qualquer outra pessoa.
Dando sequência às actividades conjuntas que iniciamos em 2007, vamos até Lisboa.

Bom fim-de-semana!