sábado, 13 de outubro de 2007

A Esperança de ser feliz (ou alguém à nossa volta)


Blur Universal

Depois de ter perdido o texto que ontem aqui deixei, tento agora repô-lo.
É certo que não conseguirei escrever exactamento o mesmo texto, mas a base da ideia é a mesma.

Ouvi ontem na Antena3 uma notícia em que o presidente da Associação Portuguesa de Psicologia (não tenho a certeza se é este o nome da associação, pelo que peço desde já desculpa aos lesados) dizia que 25% da população portuguesa sofre de depressão. Não acredito nem concordo. Mas quem sou eu para discordar? Ninguém, é um facto. Mas tenho a minha opinião sobre o assunto e suporto-a neste texto que li aqui (Júlio Machado Vaz, 27 Agosto 2007). Neste texto, fiquei a saber que num estudo realizado na Universidade de New South Wales, na Austrália, concluiram que muitas vezes se confunde infelicidade com estado depressivo e, de acordo com a BBC, o investigador Gordon Parker refere que a definição de depressão é difusa e, por isso, os médicos muitas vezes tratam estes estados emocionais como se fossem uma doença.

Pois bem. Para mim o que se passa é exactamente isto. As pessoas vivem, de algum modo, infelizes e não em estado depressivo.
E dou este exemplo. Se alguém perder o emprego, a seguir perder a casa e depois a mulher o deixar, ele vai viver um período de infelicidade. Pode até entrar em depressão, aceito isso, mas o mais certo é estar infeliz. Quem não estaria?

Por isso, meus caros clientes deste tasco, o que vos quero transmitir é que nos cabe a nós ser o antídoto, o remédio, o "medicamento" para quem está à nossa volta e se encontra infeliz ou, então, procurar à nossa volta o o antídoto, o remédio para a nossa infelicidade.

É muito simples. Há que manter vidas sociais activas, porque é à nossa volta que se encontra a solução, a um passo, a um olhar de distância, e conviver é o caminho para encontrar. E se, na opinião do médico, um em cada quatro portuguêses vive num estado depressivo, tenho para mim que a probabilidade de sermos o antidoto para a felicidade de alguém ou alguém o ser para nós é de um para quatro, o que claramente se torna numa boa probabilidade de podermos encontrar o caminho para sermos felizes.

É isso mesmo que eu vou fazer, olhar em frente e seguir, na esperança de que à minha volta esteja alguém que me cure, onde eu possa dar a beber a esperança, de forma a que, juntos, possamos seguir o nosso caminho rumo àquilo que todos queremos, que é a nossa felicidade. E vocês, também querem ser felizes?

3 comentários:

Inês disse...

Eu não gosto de ser o tipo de pessoa que se lamenta ou que está de mal com a vida, mas há dias que estou triste. Acho que é normal. Numa coisa estamos de acordo... é sempre para os amigos que recorro quando me sinto mais triste. São eles que me fazem rir e que me fazem ver o lado positivo da vida quando me esqueço dele :)

cacau disse...

Também não podemos recorrer aos amigos só quando estamos tristes...
Eu cá parece-me que há muitas pessoas que são infelizes porque olham para o pouco que lhes falta, ignorando as coisas todas boas que têm. Por isso, quando eu fico triste, tento lembrar-me de todas as vitórias que alcancei até hoje, e perceber que toda a gente tem dias maus, que hão-de, eventualmente,passar.
;)

Anónimo disse...

É aquela velha questão do copo meio cheio ou meio vazio. Se entrarmos pela questão do meio vazio, tudo fica bem mais cinzento. Há que fazer das tristezas forças, abrir as janelas da 'alma' e deixar o sol entrar.